«Instrumentos de Sopro» de Ruy Ventura

«a incandescência das vozes / foi devorada pela incandescência dos motores. no trono / Mamon reina agora / sobre a falsidade da fachada».
«noutro lado – taberna, quarto / de cama, teatro ou sala de jantar. / mudaria o diálogo / mas não mudaria o povoamento».
«aqui, Mamon escarra nas paredes. / poderia ser de outro modo? / o dinheiro suja o olhar – e sem mistério».
(Edições Sempre em Pé, Capa: Nuno de Matos Duarte, Prefácio: C. Ronald)