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Um jantar japonês nas Caldas da Rainha – narrativa de uma aventura com comida crua mas muito saborosa

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Um jantar japonês nas Caldas da Rainha – narrativa de uma aventura com comida crua mas muito saborosa

EHTO-DSC_1023Uma refeição japonesa envolve sempre um certo cerimonial e tem cada vez mais adeptos em todo o mundo. Razão a que não é indiferente um certo fascínio que tem para os ocidentais participarem num repasto com esta originalidade.
Não admira pois que o “jantar japonês – sushi e sashimi”, organizado pela Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, situada nas Caldas da Rainha, não tivesse preenchido a sala com muitos fiéis admiradores e apreciadores de cozinha tão sofisticada como próximo das coisas mais naturais deste mundo.
Uma parte considerável da cozinha japonesa, nomeadamente os sushis e sashimis, que é a mais conhecida no ocidente, têm adoradores e detractores, uma vez que se associa a mesma a peixe e carne crua cozinhados com um arroz meloso.
Mas para quem conhece melhor aquela cozinha dos nossos antípodas, recordará que há várias preparações que têm os portugueses como raiz e influência, dado que foram os nossos compatriotas de há mais de meio milénio que primeiro chegaram aquelas paragens.
O jantar que decorreu na passada quinta-feira, dia 4 de Dezembro nas instalações daquela escola que funcionam nas Caldas da rainha, reuniu mais de três dezenas de interessados que seguiram atentamente e foram provando as várias propostas culinárias.
O jantar estava integrado numa aula prática dos alunos do 3º ano, dos vários ramos (operações turísticas e hoteleiras, técnicas de cozinha/pastelaria e técnicas de serviço de restauração e bebidas), que tiveram como convidado os chefes Igor Martinho e Ricardo Viegas.
O primeiro, Igor Matinho, tem 30 anos, foi aluno da Escola de Restauração e Hotelaria do Estoril e hoje é um conceituado chef, vencedor do concurso do chefe cozinheiro ano de 2009, tendo estagiado em 2010 no considerado melhor restaurante do mundo, o Noma de Copenhaga.
Ao fim de semana Igor regressão à sua terra natal criando os seus menus no Restaurante Mae Luisa, nos arredores de Rio Maior (Arrouquelas), sendo que durante a semana trabalha num conceituado restaurante de Setúbal, Rockalot.
Para esta refeição japonesa, o chef Igor trouxe um especialista em cozinha oriental, o chef Ricardo Viegas. Para comer a refeição os participantes podiam usar os tradicionais talheres ocidentais como os pauzinhos japoneses chamados de hashis ou fachis, que são facilmente manuseáveis pelos orientais e que dão uma certa dor de cabeça a todos nós.

Comer japonês

A refeição foi aberta com um carpaccio de Vieiras com pinhões torrados e soja, numa osmose entre sabores italianos e japoneses, com finas fatias de vieiras regadas com um sabor fresco a que não era alheia a soja.
Seguiu-se uma inspirada tempura de camarão com legumes com molho teriaki. A tempura consiste em pedaços de vegetais e mariscos envolvidos numa polma de ovo fina e muito fria, fritos durante 2 a 3 minutos em óleo muito quente, que lhe deixa um aspecto crocante e muito saboroso. A tempura foi introduzida no Japão por missionários portugueses no séc. XVI, inspirando-se o nome no facto de que estes missionários não comiam carnes vermelhas durante a Quaresma, sendo a tempura um seu substituto na preparação de legumes e mariscos. Hoje em Portugal o prato mais parecido é o doa peixinhos da horta. O segredo está na massa que deve ser bem fluida e no molho agridoce que dá sabor especial e um toque puramente japonês à receita.
Seguiu-se na refeição os conhecidos sushi e sashimis, que acompanham com um ingrediente muito agressivo em termos de sabor, mas que no final deixa um gosto interessa que é o wasabi, e que serve como desinfectante para matar as bactérias e parasitas eventualmente existentes no peixe cru.
A origem do sushi é remota, estando associada à conservação do peixe cru em arroz avinagrado, apesar da sua actual configuração não ter mais de dois séculos. No Japão é vendido em qualquer local de comidas, como fast food (comida rápida), especialmente em pontos de venda na rua, servindo à refeição como quase como uma entrada. É feito com arroz temperado com molho de vinagre, açúcar e sal, combinado com fatias finas peixe cru e muito fresco, marisco, vegetais ou ovo. Esta mistura permite ao peixe ou marisco fermentar, sendo conservado com o arroz e sal. O termo “sushi” significa “Risoto Japonês” que “é azedo”.
Por seu lado o sashimi é um verdadeiro petisco japonês também confeccionado com peixes e mariscos muito frescos, cortados em finas fatias e servidos apenas com um molho especial, podendo ser também mergulhado em soja, gengibre ou wassabi. Tradicionalmente no Japão o sashimi como o suchi podem servir como entradas numa refeição, sendo considerado no primeiro caso um dos melhores pratos da culinária daquele país. Também pode sre o prato principal acompanhado de arroz ou sopa de misu.
Foi ainda servido uns saborosos hot roll´s e no final um sushi banana split, um doce com imitação do prato típico japonês,
A refeição foi acompanhada com vinho verde de Monção e sake. O saké é o vinho dos japoneses feito também à base de arroz fermentado que ganha algum álcool neste processo. No final foi ainda servido um chá.
Os alunos que participaram na confecção do jantar estavam felizes e muito emocionados por terem compreendido que uma refeição também pode sre um momento inesquecível. O preço da refeição foi de 20 euros.

JLAS

Doces de Natal vegan

O programa Alimentação Inspirada em parceria com a associação Olha-te e a EHTO realizaram no dia 12 de Dezembro um workshop de doces de Natal vegan, confeccionados sem a adição de açúcar, glúten e lactose.
Foram ensinadas seis receitas: arroz doce integral, mousse de chocolate, trufas cheesecake, mangoji, bolo de chocolate com batata doce e bolachas de Natal (com sabor às tradicionais broas natalícias).
O workshop foi frequentado por dez pessoas que aprenderam a confeccionar estas iguarias com Gina Filipe, da Alimentação Inspirada, auxiliada por três alunos da escola caldense, que cedeu também as suas instalações.

I.V.

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