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O Sol e o vento podem produzir energia para as Berlengas

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O Sol e o vento podem produzir energia para as Berlengas
A ilha poderá caminhar para ser energeticamente auto-sustentável |DR

A Câmara de Peniche está a estudar as várias soluções energéticas para tornar a ilha da Berlenga mais sustentável e tem um projecto para instalar painéis fotovoltaicos e, possivelmente, um gerador eólico, que permitirão reduzir o uso dos geradores a diesel que garantem as  necessidades energéticas da ilha. Este é um investimento superior a meio milhão de euros e deverá ser candidatado a fundos comunitários.

Actualmente, a energia eléctrica na ilha da Berlenga é assegurada por três geradores a diesel que não trabalham em simultâneo. Para satisfazer as necessidades durante os seis a oito meses de ocupação humana na ilha, são usados 15 mil litros de gasóleo. Na produção da energia eléctrica este método liberta mais de 40 toneladas de CO2 e implica ainda o transporte do combustível de terra até à ilha.
Agora a Câmara de Peniche está a estudar a possibilidade não de aumentar a produção, mas sim de a alterar e torná-la mais limpa, passando a produzir grande parte da energia na própria ilha, com os seus recursos – o sol e o vento.
Para isso está a ser estudada a instalação de 200 a 250 metros quadrados de painéis fotovoltaicos e possivelmente de um gerador eólico. Sendo que este último poderá ser de eixo vertical em vez de horizontal para minimizar os riscos para as aves.
Por outro lado, e caso o projecto avance, será preciso um centro de armazenamento da energia com baterias.
A melhoria na gestão pode levar ao aparecimento de novos consumos. Mas não se pense que se trata de casas ou estabelecimentos comerciais. A acontecerem novos consumos, serão, segundo Nuno Cativo, chefe da Divisão de Energia e Ambiente da Câmara de Peniche, para “equipamentos úteis à ilha, como por exemplo a compactação de resíduos”.

Actualmente, o projecto está na fase de estudo do sistema, avaliação dos vários impactos, tanto ao nível da imagem, como financeiro. Perspectiva-se que esta fase termine ainda durante este primeiro semestre, sendo depois o projecto discutido pelos parceiros (Câmara de Peniche, EDP e Laboratório Nacional de Energia e Geologia).
Este é um investimento superior a meio milhão de euros que deverá ser candidatado aos fundos comunitários do programa H2020, numa candidatura conjunta com ilhas de outros países.
Nuno Cativo fez notar que o objectivo é manter o encanto da ilha e do seu modo de vida, tornando-a ainda assim, mais sustentável. “O diesel não vai desaparecer completamente”, mas vai ser substancialmente reduzido, sendo usado apenas em casos em que não seja possível gerar energias limpas. 

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