
“Ou a Junta assumia o posto ou iam à procura de privados que o fizessem”, contou Rui Rocha à Gazeta das Caldas, acrescentando que os CTT já negociaram a rescisão do contrato de arrendamento do espaço onde funcionava a estação.
A maioria das cerca de 150 pessoas que assistiram à reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia realizada na noite de 5 de Junho, horas após a reunião com os CTT, defendeu a abertura do posto na Junta. Uma posição tomada também por oito membros do plenário (CDS-PP e PSD) e que contou apenas com o voto contra do PS.
Rui Rocha acredita que dentro de 15 dias o posto estará a funcionar no edifício da Junta, garantido pelos funcionários da autarquia, que terão a devida formação. Nele serão prestados todos os serviços que até agora existiam na estação dos CTT, com excepção dos serviços financeiros. A Santa Catarina deverão voltar os apartados entretanto transferidos para a freguesia vizinha do Carvalhal Benfeito.
Não obstante a abertura do posto, mantém-se a intenção de interpor uma providência cautelar contra os CTT por se entender que foi violada a Lei das Bases do Serviço Postal Universal, onde é defendido que uma estação só pode encerrar quando houver uma alternativa. “A providência cautelar será posta pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha a pedido da Junta de Santa Catarina”, diz Rui Rocha.
Na freguesia de Valado dos Frades, no concelho da Nazaré, a solução passou também pela abertura de um posto. Mas neste caso é um privado que está a assegurar os serviços. O novo posto está já a funcionar numa papelaria, a cerca de 50 metros da estação encerrada no final de Maio. JF