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Refood quer aumentar a produtividade para ajudar mais pessoas na região

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O desafio é chegar a mais pessoas com a comida que recebem atualmente e com os voluntários disponíveis

Thomas Wiedenbruch, capitão do Clube de Golfe do Praia d’El Rey, visitou, juntamente com outros membros da associação, as instalações da Refood nas Caldas da Rainha e pôde ver a concretização do seu mais recente apoio: o equipamento de ar condicionado, que ajuda o trabalho dos voluntários e permite uma maior segurança alimentar.
Este apoio veio somar-se a outros anteriores, que permitiram a aquisição de uma camara frigorifica e frigoríficos, num total de 12 mil euros, assim como uma ajuda monetária durante os meses de confinamento, que ajudou a Refood a suportar as despesas mensais, sobretudo com a eletricidade, combustível e a água.
“O trabalho que fazem é fantástico e estamos contentes por poder ajudar”, disse o alemão residente no concelho de Óbidos, mostrando desde logo disponibilidade para ajudar também como voluntário na recolha de alimentos, à semelhança do que já acontece com outros elementos do clube. Também a futura capitã do clube, Ingrid Kerremans, destacou o trabalho da associação e mostrou-se disponível para manter a colaboração.
Atualmente a Refood das Caldas conta com 124 voluntários, mas continua à procura de ajuda. Inclusivamente, tem levado a cabo uma ação de sensibilização junto das escolas do ensino secundário e superior para tentar atrair os estudantes para o voluntariado, durante o mês de agosto, altura em que muitos dos voluntários estão de férias.
De acordo com Carla Jesus, a coordenadora do núcleo das Caldas da Rainha, após um período de maiores dificuldades, que coincidiu com o confinamento, a situação já está mais estabilizada.

O núcleo conta atualmente com 124 voluntários, mas precisa de ajuda, especialmente durante o mês de agosto

Entretanto, conseguiram envolver mais parceiros, tanto a entregar alimentos, com através de apoio monetário para pagar as despesas mensais, sobretudo com a energia. “Neste momento temos comida e temos um plano”, conta Carla Jesus, acrescentando que pretendem apostar numa maior eficiência, em termos dos grupos de trabalho para poderem escoar a comida, chegando a mais pessoas.
Um dos desafios é a aquisição de uma balança que lhes permita pesar, por exemplo, o pão, bolos e sopa, que recebem em maior quantidade e que, ao final da noite, redistribuem por várias outras associações. Todo esse processo é, agora, feito por estimativa e leva a que os voluntários acabem por perder bastante tempo, assim como com a necessidade de passar a sopa que é doada para outros baldes.

Estrutura pretende agora apostar numa maior eficiência, para chegar a mais pessoas

Para agilizar esse procedimento, o núcleo já adquiriu novos baldes e uma máquina a laser, com que os irá marcar, possibilitando a sua entrega direta às associações.
Outro dos objetivos, a médio prazo, é a aquisição de novas arcas congeladoras para o núcleo da Refood das Caldas, pois as atuais são antigas, consomem muita energia e, algumas deles, já nem fecham bem a porta, o que implica que muitos dos congelados tenham de ser distribuídos pelas casas dos voluntários.

Apoio a 54 famílias
O núcleo das Caldas continua a registar uma procura de ajuda semanal, embora a um ritmo menor do que durante o confinamento, em que chegaram a ter três pedidos numa tarde. Nessa altura não foi possível dar resposta a todos, tendo sido encaminhados para os serviços sociais da autarquia. No entanto, como ressalva Carla Jesus, ninguém vai embora das instalações sem uma refeição.
“Neste momento entre os que vêm e os que saem temos conseguido gerir, de forma a acolher todos. Está um pouco melhor, mas estamos longe de pensar que acabou”, salienta a coordenadora que, tendo em atenção o período difícil que se adivinha, está apostada em aumentar a capacidade organizacional para dar uma resposta mais eficaz.
Atualmente a Refood apoia diretamente 54 famílias na cidade, num total de 151 beneficiários, a que se juntam 10 associações, que apoiam sobretudo com pão, bolos e sopa, que recolhem e depois entregam ao fim da noite. Os bens são oferecidos por dezena e meia de parceiros, entre supermercados, restaurantes e cantinas das Caldas e de Óbidos.
O núcleo começou a funcionar em dezembro de 2015 e foi oficialmente inaugurado em janeiro do ano seguinte. As suas instalações estão agora situadas na Rua Teixeira Lopes, nº 1, no Bairro das Morenas.

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