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Refood Caldas distribuiu mais de 80 mil refeições por famílias carenciadas

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Refood Caldas distribuiu mais de 80 mil refeições por famílias carenciadas
A Refood Caldas da Rainha conta atualmente com 191 voluntários

Em 2025 a associação caldense garantiu que 128 toneladas de comida não fosse desperdiçada, mas sim utilizada para alimentar quem mais precisa.

Em 2025 a Refood Caldas da Rainha distribuiu 83.379 refeições completas por famílias carenciadas, o que se traduziu em 128 toneladas de alimentos que foram reaproveitados. Nesta luta contra o desperdício alimentar foram entregues aos 194 beneficiários 28.390 pães e bolos e 37.994 sopas e pratos cozinhados, oriundos de 21 fontes de alimentos, a sua maioria supermercados, mas também restaurantes, escolas, centrais, empresas e uma central fruteira. Trabalham também com cinco associações da região.

De acordo com o relatório de impacto, divulgado pela instituição, dos 195 beneficiários, a maioria são mulheres com uma média de idades nos 45 anos. No entanto, o apoio abrange desde bebés de um ano até pessoas com 77 anos.

A grande maioria das famílias apoiadas são portuguesas (31), mas o apoio estende-se a pessoas de seis nacionalidades. Na sua maioria, o cabeça de casal é empregado (35), mas há também quem esteja em situação de desemprego (22), reformados (7) e estudantes (2).

A Refood Caldas da Rainha trabalha de segunda a sexta-feira com quatro turnos e cinco rotas, ao sábado com um turno e duas rotas e ao domingo também com um turno e três rotas. A garantir toda esta logística estão 191 voluntários, dos quais 156 são portugueses e 35 estrangeiros, de 11 nacionalidades. A média de idades é de 54 anos, sendo que o voluntário mais novo tem 11 anos e o mais velho 84 anos.

De acordo com Carla Jesus, que assumiu a coordenação da Refood Caldas da Rainha, juntamente com Antónia Pinto e Lília Silva até à semana passada (altura em que foi eleita uma nova equipa, que tem como coordenadora Lília Silva e vice-coordenadoras Antónia Pinto e Filomena Cota), recebem “vez mais pedidos de apoio”. A resposta é dada através da doação de refeições em dias e horários fixos, estabelecidos com as famílias, após a seleção das mesmas, ou de cabazes de emergência às segundas-feiras, das 19h00 às 20h00, às famílias que se deslocam às suas instalações para fazer o pedido de apoio.

Entre os que pedem apoio, há um dado que salta à vista. “Há cada vez mais famílias com, pelo menos, um dos elementos do agregado familiar a trabalhar que não consegue fazer face a todas as despesas mensais”, explica a voluntária, revelando que, na maior parte casos, tal acontece porque o montante que gastam com habitação absorve quase todo o rendimento que têm.

A necessidade de apoios
Em relação aos apoios à associação, estes “nunca são suficientes: ora temos falta de fundos, ora temos falta de voluntários, ora temos falta de alimentos”, refere, fazendo notar que, nos últimos meses, “a falta de fundos é uma preocupação, pois os custos de eletricidade aumentaram significativamente e os apoios monetários mensais mantiveram-se praticamente inalterados”. Além disso, o pagamento do seguro das carrinhas que estava sobre a alçada da Refood Nacional passou a ser responsabilidade de cada núcleo, o que aumenta a dependência de donativos extra para conseguir assegurar essa despesa.

Em relação aos voluntários, a maior dificuldade prende-se com a angariação de pessoas disponíveis para fazer a recolha de alimentos após o almoço e o jantar. Há modalidades de voluntariado que vão desde as duas horas semanais às duas horas mensais, a possibilidade de fazer voluntariado em família ou com um grupo de amigos, mas, ainda assim, “não tem sido fácil motivar a comunidade, o que se resto está em linha com o que se passa em todo o país”, constata Carla Jesus. No que diz respeito às fontes de alimentos, “tem sido o vértice do triângulo que menos preocupações nos tem trazido pois temos comida suficiente para os nossos beneficiários e, por vezes, ainda para doar a associações parceiras”, acrescenta.

A instituição, que nas Caldas conta já com uma década de funcionamento, tem entre os objetivos continuar a fazer prospeção de mecenas que possam fazer um donativo mensal para ajudar a fazer face às despesas, bem como a substituição das carrinhas que, “devido ao número de anos, têm cada vez mais problemas mecânicos, além de serem muito mais poluentes do que um veículo mais recente”. Carla Jesus lembra que a Refood, tendo em conta o estatuto de IPSS, todos os donativos que recebe são sujeitos à emissão de recibo com majoração de 30%.

Criada há 14 anos em Lisboa, pelo americano Hunter Halder, com a missão de eliminar o desperdício de alimentos e a fome, recolhendo comida não servida por restaurantes ou pastelarias e fornecê-la a pessoas necessitadas a Refood rapidamente se disseminou pelo país. Atualmente existem 65 núcleos em Portugal continental, que resgatam centenas de milhares de refeições por ano, envolvendo milhares de voluntários e centenas de parceiros.

O americano a residir em Portugal, Hunter Halder, criou a Refood há 14 anos. Atualmente há 65 núcleos espalhados pelo país

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