Início Sociedade PSD propôs descida de impostos como resposta a “situação excecional”

PSD propôs descida de impostos como resposta a “situação excecional”

0
PSD propôs descida de impostos como resposta a “situação excecional”
O PSD caldense convocou uma conferência de imprensa para explicar as propostas relativamente aos impostos municipais

Apesar da proposta de redução do IRS em 4% não ter sido acolhida na Câmara, o PSD garante que não inviabializará a alternativa que irá à Assembleia.

A diminuição do poder de compra da classe média originado pelo contexto sócio-económico atual esteve na base da proposta apresentada, mas que não foi acolhida pela maioria (VM e PS) na Câmara, que irá baixar a comparticipação no IRS para 2,5% e não 4% como o PSD defendia. Em conferência de imprensa, realizada a 9 de novembro (já após a votação), os vereadores sociais-democratas justificaram a medida com o “contexto excecional” de uma elevada taxa de inflação e, por outro lado, das boas contas da Câmara. De acordo com Tinta Ferreira o saldo orçamental da autarquia andará próximo dos 10 milhões de euros e deverá transitar para 2023 com um aumento de saldo de, pelo menos, dois milhões de euros em relação ao ano anterior. “Esta alteração na cobrança de IRS diminuiria a receita em cerca de um milhão de euros, pelo que o município ainda transitaria cerca de um milhão para fazer face às despesas extra, que também reconhecemos que vai ter”, explicou.
O ex-presidente de Câmara lembra que sempre foram favoráveis a uma política de impostos baixos e rejeita que esta seja uma “solução populista”. “Não estamos a anunciar qualquer candidatura, estamos a fazer o trabalho de oposição que é o de, avaliando o momento e a situação, fazer as propostas mais adequadas para a população”, justificou.
O vereador Hugo Oliveira defendeu que também os apoios à população mais vulnerável (e que não paga IRS) devem ser aumentados e que este é um contributo para a classe média, que “é a mais atacada, e esquecida, nas crises”, lamentando que não tenha sido visto dessa forma pela maioria. Uma posição que foi reforçada por Maria João Domingos, lembrando que as pessoas têm vindo progressivamente a perder poder de compra.
“Uma cidade que não tenha uma classe média ativa é uma cidade que vai definhando”, salientou o social-democrata Pedro Marques, dando nota do aumento do preço dos bens alimentares.
A proposta mais votada, e que irá à Assembleia Municipal, é a da devolução de 2,5% do IRS, que foi defendida pelo VM e pelo PS como a “mais equilibrada” e que permite ao município investir em várias áreas. O PSD ainda não decidiu qual a intenção de voto, mas refere que “não pode votar contra porque, com 17 deputados municipais, chumba a proposta e as pessoas não recebem qualquer benefício. E é melhor receberem 2,5% do que nada”, salientou Tinta Ferreira, acrescentando que a oposição tem de ser responsável.
Também ao nível da derrama, o PSD propôs a diminuição de 1/3 do valor atualmente cobrado, passando para 0, 33%. Esta medida, aprovada por unanimidade, terá um impacto de cerca de 100 mil euros nos cofres da autarquia.

Loading

Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.