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Presidente do IPL dirige Associação dos Institutos Politécnicos do Centro

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Presidente do IPL dirige Associação dos Institutos Politécnicos do Centro
Nuno Mangas afasta a possibilidade de juntar diversos institutos num só, mas defende a colaboração entre as escolas

O presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Nuno Mangas, foi eleito para presidir à direcção da Politécnica – Associação dos Politécnicos do Centro. Além de “uma enorme honra”, a eleição é, para Nuno Mangas, “uma grande responsabilidade e uma excelente oportunidade para elevar cada vez mais o ensino politécnico, dinamizá-lo e colocá-lo ao serviço do mercado e das empresas”.
A nova direcção da Politécnica conta ainda com o presidente do Instituto Politécnico de Tomar no lugar de vice-presidente, com o Presidente do Politécnico de Portalegre como tesoureiro e com os presidentes dos Politécnicos de Coimbra, Guarda, Santarém e Viseu a ocuparem os cargos de vogais. A nova equipa vai liderar uma associação criada em 2000 para promover a articulação de cursos, apoiar e realizar projectos conjuntos de investigação, desenvolvimento e inovação, bem como de investigação científica. A promoção internacional das instituições e dos respectivos projectos, a realização de acções de divulgação conjuntas que atraiam estudantes estrangeiros e “constituir uma estrutura de defesa e afirmação do ensino superior politécnico, numa perspectiva de actuação nacional e internacional” são outros objectivos.
Nesta associação estão representados “cerca de 50.000 estudantes e mais de 4.500 docentes e profissionais não docentes, distribuídos por oito institutos com uma implantação consolidada e elevada relevância para as regiões onde estão inseridos”, diz Nuno Mangas. Para o novo presidente, “esta é uma oportunidade única de fazermos mais pelo ensino politécnico, dando-lhe a visibilidade e o reconhecimento que merece”.
Excluída para já fusão de politécnicos

A eleição de Nuno Mangas para a direcção da Politécnica foi a ocasião aproveitada para o questionar quanto à possibilidade, há algum tempo discutida, dos vários politécnicos da zona centro de juntarem num só, a exemplo do que se está a preparar para as Universidades.
Para o presidente, “essa é uma questão que não se coloca neste momento”. Ainda assim, deixa a garantia de que “quando isso suceder, o IPL saberá assumir as suas responsabilidades enquanto instituição de ensino superior de referência no panorama nacional”.
Na opinião de Nuno Mangas, na actual conjuntura económica e financeira a aposta deve ser feita na colaboração entre as diversas instituições de ensino superior. “Isso permite rentabilizar recursos materiais e humanos, mas, principalmente permite melhorar a qualidade do ensino e da investigação que fazemos”, aponta.
“A qualificação das pessoas ao mais alto nível deve ser um imperativo para Portugal, que está ainda longe das médias europeias, e muito longe do que se faz de melhor no mundo (Japão, Estados Unidos, alguns países nórdicos, para referir só alguns), ao contrário da mensagem que por vezes é passada”, salienta o novo presidente da Politécnica.
O que fazer, então? “Podemos ministrar cursos, unidades curriculares, ou desenvolver investigação em conjunto com colegas que podem estar nos mais diversos pontos do país, e até do mundo”, refere, acrescentando que as possibilidades de cooperação são muitas e são facilitadas pelas tecnologias de informação e comunicação.
A noção de que a colaboração é fundamental para o desenvolvimento das instituições e para ultrapassar dificuldades é algo que o responsável diz não ser novo no seio do Politécnico de Leiria. “O IPL já há alguns anos que deu início a processos de cooperação interinstitucional, com instituições congéneres nacionais e estrangeiras, que envolvem o desenvolvimento de graus académicos conjuntos, a participação em centros de investigação, o desenvolvimento de projectos de intervenção comunitária e a mobilidade de docentes, estudantes e colaboradores técnicos e administrativos”, garante ao nosso jornal. Uma aposta que tem “muitas vantagens parte a parte, permitindo aos parceiros envolvidos fazer coisas que sozinhos não seria possível ou seria muito difícil desenvolver”.

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