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A partilha de transportes será o futuro da mobilidade sustentável

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A partilha de transportes será o futuro  da mobilidade sustentável
Percorrer a Rota Bordaliana de bicicleta foi uma das iniciativas da Semana Europeia da Mobilidade nas Caldas da Rainha |DR

“A partilhar chegamos mais longe” foi o tema deste ano da Semana Europeia da Mobilidade, uma iniciativa europeia a que o munícipio das Caldas aderiu, promovendo um conjunto de actividades entre os dias 16 e 22 de Setembro. Estas iniciativas tiveram o propósito de chamar a atenção para a importância da mobilidade sustentável e inteligente, dos transportes públicos, e de como as opções de transporte no dia-a-dia influenciam a qualidade de vida nas cidades.
A partilha em vez da posse foi a principal mensagem da campanha deste ano, que sensibilizou o público a partilhar bens e recursos em vez de adquiri-los. A partilha tornou-se a solução do puzzle da mobilidade urbana: cada vez mais, a mobilidade partilhada dá prioridade à importância da chegada a um destino, frequentemente com um custo individual e social menor, comparativamente à posse exclusiva de um veículo particular.
Entre as iniciativas promovidas pela autarquia, destacam-se o passeio pela Rota Bordaliana com recurso a bicicletas partilháveis (uma actividade que foi posta em prática por alunos da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro), e o dia em que o Toma foi de utilização gratuita para todos os passageiros (22 de Setembro). Foi também organizada uma ação de sensibilização para o estacionamento abusivo, em que os participantes colocaram balões azuis nos veículos mal parados nas ruas da cidade.

No Museu do Ciclismo realizou-se a conferência “As cidades e os novos desafios da Mobilidade Urbana Sustentável”. Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, fez uma reflexão sobre “A mobilidade urbana como factor sustentável”. Defendeu que é necessário pensar em cidades mais inclusivas, com maior eficiência energética, menor emissão de gases poluentes, menos ruído e mais sustentabilidade. Abordou também a questão da “cidade saudável”: quando as áreas urbanas se transformam em ginásios ao ar livre, dando bons exemplos de planos de regeneração urbana efectuados noutras cidades (Copenhaga, Boeblingen, Lisboa, Sines, Penafiel e Vilamoura).
Já o orador Pedro Costa, do Politécnico de Leiria, apresentou o projecto U-Bike, que é suportado financeiramente pelo Programa Portugal 2020 e que consiste na cedência de longa duração de bicicletas eléctricas a estudantes.
O vice-presidente Hugo Oliveira aproveitou a conferência para dar conta que já foram rebaixados 79 passeios na cidade, e notou que têm sido tomadas várias medidas ligadas à mobilidade que fizeram com que Caldas da Rainha fosse a primeira cidade a receber a certificação nacional de “Rota Turística Acessível”. Acrescentou também que a taxa de ocupação média dos parques de estacionamento das Caldas aumentou relativamente ao ano passado e destacou que as intervenções do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano) se estendem às zonas periféricas da cidade.

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