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ontem & hoje

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ontem & hoje
Joaquim António Silva / José António Gonçalves (1984)

Nos anos 70 e 80 este espaço tinha um jardim com passeios, algumas árvores e alguma relva (pouco cuidada), mas passado pouco tempo foi tudo calcetado. Chamava-se então Hemiciclo Engenheiro José Frederico Ulrich em honra ao ministro das Obras Públicas do Estado Novo que estava no governo na altura em que a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi inaugurada (21 de Outubro de 1951).
Lembro-me dos miúdos da catequese que vinham para aqui jogar à bola. Para eles era uma satisfação muito grande pois o espaço era amplo.
Anos mais tarde, instalou-se aqui a Adasil, uma empresa de venda e reparação de automóveis. De um momento para o outro, este espaço ficou repleto de carros e os meninos que frequentavam a catequese nunca mais ali jogaram à bola.
Decorria o ano de 1971 quando a Igreja conseguiu obter a escritura definitiva do terreno (que não incluía o espaço nas traseiras do edifício, que era público), embora, a escritura tivesse sido feita sem indicação dos limites da área envolvente.
Em 1982, altura em que o Papa João Paulo II, visitava Portugal pela primeira vez no âmbito de uma peregrinação do 13 de Maio, a Câmara das Caldas da Rainha deliberou que esta artéria passaria a chamar-se Hemiciclo João Paulo II, nome que ainda hoje se mantém.
Nos anos 90, como a igreja tinha necessidade de ter um espaço maior para ministrar catequese e outros fins, a autarquia deliberou que autorizava a Igreja Paroquial a utilizar este terreno para o centro pastoral, cujas traseiras se vêem na imagem da direita.

Joaquim António Silva (2011)

Logo que se soube da autorização, a população começou ali a fazer festas populares e bailaricos para angariar fundos para as obras do novo centro.
Inicialmente este eventos decorriam ao ar livre, mas quando o primeiro piso foi edificado, as festas passaram a ser feitas no rés-do-chão. A inauguração do Centro Pastoral, da autoria dos arquitectos Pereira da Silva e José de Sousa, teve lugar  a 12 de Dezembro de 1992.
Actualmente, olho para esta rua e embora não seja caldense de sangue (sou-o de coração), acho que a obra ficou maravilhosa e que aquele espaço não prejudicou ninguém e serve para as gerações vindouras.
Só é pena que os cristãos não usufruam mais deste espaço.

Manuel Pereira
Funcionário do Cartório Paroquial desde 1970

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