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O mais antigo hospital termal do mundo voltou a abrir as portas

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O mais antigo hospital termal do mundo voltou a abrir as portas
A abertura do Balneário Novo atraiu centenas de curiosos

A licença que permitia a abertura do Balneário Novo só foi emitida a 13 de Maio e comunicada na véspera do feriado, pelo que a incerteza sobre se as termas reabririam no 15 de Maio se manteve até à última. Mas no Dia da Cidade cumpriu-se a tradição, as inalações estão operacionais e já inscrições abertas.

“A partir de segunda-feira, os interessados em fazer tratamentos de otorrinolaringologia no Hospital Termal vão poder inscrever-se”, disse Tinta Ferreira, na cerimónia que assinalava a reabertura das termas, cumprindo a tradição do 15 de Maio. Os tratamentos começam no início do próximo mês.
A autorização do Ministério da Saúde para reabrir as Termas está afixada logo à entrada e datada de 13 de Maio, mas a mesma só foi comunicada à Câmara na manhã do dia seguinte. “Foi com rapidez que a secretária de Estado da Saúde tratou do assunto”, disse o autarca durante o seu discurso.
Tinta Ferreira considerou que a abertura foi uma vitória “sobre algumas estruturas da administração central, mas noutras até tivemos uma perspectiva colaborativa”.
O edil caldense afirmou que “mesmo sendo a Câmara a investir e a substituir o Estado, por vezes alguns dos técnicos manifestaram alguma dificuldade em perceber o que estava em causa”.
No seu discurso em frente ao Balneário Novo, o edil caldense revelou que o gabinete de arquitectura lhe tinha entregue esta semana o projecto que permitirá avançar para uma segunda fase de abertura das termas, que passa por constituir uma ala de tratamentos termais com banheiras e duches no primeiro piso do Hospital Termal, num investimento a rondar os 500 mil euros. Este valor junta-se aos 700 mil euros já investidos pela Câmara nas canalizações e captações, e também na recuperação da fachada, do telhado e do interior do Balneário Novo.
Seguir-se-á uma terceira fase, que incluirá mais uma ala de duches e banheiras e ainda uma piscina, ambas no Balneário Novo. “Nessa altura estará em pleno”, disse Tinta Ferreira, acrescentando que será lançado um concurso para um projecto de reabilitação interior e exterior do Hospital Termal e que está em vias de conclusão o concurso para a obra de reabilitação da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo. Com o hotel de 5 estrelas nos Pavilhões do Parque (a cargo da empresa Visabeira), “este património ficará total e devidamente requalificado, trará pessoas às Caldas, crescimento económico e bem-estar e saúde para quem beneficia das nossas águas medicinais”, referiu.
O autarca revelou que convidaram a ministra da Saúde para estar presente, “mas tal não foi possível devido a outros afazeres” e acrescentou que devido à proximidade às eleições europeias, há limitações à presença de membros do Governo neste tipo de iniciativas, “pelo que percebemos perfeitamente e agradecemos toda a colaboração que o Ministério da Saúde tem dado nesta matéria”. No entanto, no passado sábado, a ministra da Saúde esteve no Bombarral para inaugurar o Fórum Saúde.

As inalações nas termas das Caldas começam em Junho

“Não foi fácil o encerramento”

O director clínico das Termas das Caldas, Jorge Santos Silva, disse ter noção “da dimensão e da grandeza que este hospital termal representa a nível local, nacional e internacional”. O médico salientou que “não foi fácil o encerramento do hospital termal, com todas as vicissitudes que ocorreram” e elogiou a autarquia por ter tido a coragem de assumir este projecto. “No dia 2 de Junho estaremos a inaugurar o balneário com as inalações”, esclareceu o também vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica.
Antes, a 30 de Maio, realiza-se nas Caldas a Assembleia Geral do PROVER – Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, que pode ajudar a obter fundos para as termas.

Um 15 de Maio sem inaugurações

Este ano não houve o lançamento de nenhuma primeira pedra nem nenhuma inauguração de obra. A comitiva foi fazer visitas a intervenções que já estão a decorrer e começou pelo terreno onde será construído o novo Centro de Saúde, em Santo Onofre, perto do E’Leclerc. Já houve movimentações de terras e as obras devem demorar um ano, custando 1,6 milhões de euros. O edifício irá albergar a USF Rainha D. Leonor e servir mais de 15 mil utentes, libertando espaço no actual centro de saúde, que segundo Tinta Ferreira, “mais cedo ou mais tarde vai necessitar de requalificação”.
Seguiu-se uma visita ao terreno onde nascerá o Teatro da Rainha, numa obra de dois milhões de euros e que deve demorar 18 meses. Além da vertente performativa, este edifício responderá à valência formativa, criando-se uma relação entre o Teatro da Rainha e a ETEO.
Fernando Mora Ramos, do Teatro da Rainha, disse que este é “um momento de transição das condições de trabalho, que têm sido ao longo de 35 anos relativamente precárias” e salientou que este novo edifício permite uma organização mutável do espaço, algo que mais nenhum teatro em Portugal consegue.
O Centro da Juventude também está em obras, num projecto orçado em 512 mil euros, mas ao qual ainda terá de se somar a aquisição de equipamento. A obra já começou em finais de Fevereiro e tem um prazo de execução de seis meses.
Ricardo Fonseca, engenheiro responsável pela obra, revelou que estão “a reparar as coberturas ao fundo que têm muitas patologias e infiltrações”. Já Rogério Rebelo, da ADJ (associação que gere aquele espaço), explicou a nova organização espacial, relevando o facto de o estúdio áudio (que permite aos caldenses gravar os seus projectos de música) passar para as traseiras do auditório, o que permitirá gravar espectáculos ao vivo. A zona de bar será alvo de uma requalificação e ao fundo vai haver uma zona de café concerto.
As visitas terminaram na Casa Amarela, que será a recepção e porta de entrada principal para o Centro de Artes. O edifício ficou oco e será construído um novo corpo nas traseiras em obras de 312 mil euros que devem demorar dez meses.

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