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“Em Londres um bilhete de Metro diário ronda os 16 euros”

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“Em Londres um bilhete de Metro diário ronda os 16 euros”

JPCaldeanoJoão Pedro Caldeano
Caldas da Rainha
31 anos
Londres (Ealing Broadway), Inglaterra
Bolseiro da Gulbenkian Mestrado em Cinematografia
Director de Fotografia
Percurso Escolar: ESAD licenciatura em Som e Imagem

O que mais gosta do país onde vive?
Poder trabalhar na área que gosto (cinema) é a maior vantagem e talvez das poucas coisas que me faz prender a Londres.
O que me fascina mais em Londres é a cultura abrangente que absorve diversos tipos de costumes de outros países. Gosto principalmente de passear pelos mercados (Brick Lane Market, Portobello Road Market, Camden Market) onde podemos descobrir a gastronomia de outros países.
Londres possui uma grande diversidade de museus, teatros e galerias de arte, e o melhor de tudo é que, na maioria, essas atracções são grátis. Por exemplo o Natural History Museum é um dos mais interessantes, modernos e diversificados do mundo. Mas pessoalmente gosto muito do TATE Modern e do Science Museum.

O que menos aprecia?
O clima em Londres é inconstante, muda rapidamente, há alturas em que se sentem as quatro estações do ano num só dia.
O Metro está sempre com problemas nas linhas e nas horas de ponta é o caos. Os preços dos transportes são elevados. Um bilhete diário de metro ronda os 16 euros.
O café é fraco em relação ao nosso e a comida é toda plástica e sem sabor.

De que é que tem mais saudades de Portugal?
Do mar, do clima, da gastronomia, da família e dos amigos.

A sua vida vai continuar por aí ou espera regressar?
O sonho é precisamente poder fazer cinema em Portugal…
Em Portugal a indústria cinematográfica está em crescimento e temos muitos bons profissionais. Todos os dias há projectos ou pessoas que se destacam. Temos muita qualidade, mas a maioria das vezes não somos reconhecidos no nosso país e temos tendência a procurar um sítio onde realmente possamos evoluir ou aperfeiçoar conhecimentos e técnicas. Em Portugal é difícil trabalhar em cinema. De momento, estou a aproveitar o melhor que Londres tem para me dar, mas num futuro próximo desejo regressar.

“Um choque cultural enorme… Nos primeiros tempos só queria voltar para Portugal”

Quando finalizei a licenciatura em Som e Imagem na ESAD, surgiu um convite da ARRI (empresa que forneceu as câmaras para todos os filmes vencedores dos Óscares, como Gravity, Skyfall e 12 Years Slave) para trabalhar em Londres na área do cinema.
Actualmente sou Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, frequentando  um Mestrado em Cinematografia (Direção de Fotografia) em Londres.
Londres é uma cidade multicultural, onde mais de 25% da população tem o inglês como segunda língua.
É das cidades mais caras da Europa para se viver, onde por vezes a qualidade de vida se confunde com a qualidade do que está à vista de quem não quer ver.
O alojamento em Londres chega a ser quatro vezes mais caro do que em Portugal atingindo valores na média dos 600 euros para um quarto duplo.
Conduzir em Londres é muito caro e nada prático, tem o estacionamento mais caro do mundo, custando cerca de 50 libras (62,40 euros) por dia. O Metro é mais eficiente e mais rápido.
O conhecimento e a cultura em Londres é “free”.

JP Caldeano

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