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“Com a Gazeta das Caldas sempre soube das novidades que se passavam na minha terra”

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“Com a Gazeta das Caldas sempre soube das novidades que se passavam na minha terra”

Maria Beatriz Ferreira, 81 anos, não é capaz de precisar há quanto tempo é assinante da Gazeta. Só ao contabilizar as épocas em que viveu no estrangeiro com as de regresso ao país de origem, apercebe-se que é assinante do nosso jornal há mais de 40 anos. Isto porque, Maria Beatriz emigrou com seu o marido para o Canadá, mas não queria deixar de estar a par das novidades da região. Decidiu “levar-nos” com eles. E, até hoje, a Gazeta das Caldas é a sua leitura, garantindo-nos que raramente deixa uma notícia por ler, especialmente os artigos de opinião e sobre a cultura local – que são os seus temas predilectos.

O gosto pela Gazeta já vem de família. O seu irmão, Adelino Ferreira, foi colaborador do jornal na década de 60. Foi também no decorrer dessa época que esta assinante partiu rumo ao Canadá. “Foi o meu marido que lhe deu na cabeça. Não tínhamos necessidade nenhuma, mas entendeu que era melhor irmos. Levámos os dois filhos, ele com 11 anos e a nossa filha com três. Lá se criaram e lá ficaram”, contou Maria Beatriz Ferreira.
Embora vivendo no outro lado do Atlântico, esta caldense não quis perder contacto com o que se ia passando na cidade natal. Por isso “quando fui para o Canadá fiz-me assinante da Gazeta e recebia-a todas as semanas. Também nunca perdi contactos com os meus [familiares]. Mas com a Gazeta das Caldas sempre soube das novidades que se passavam na minha terra”, disse.
Esta nossa leitora acabou por ficar no Canadá durante 30 anos, partilhados pelas cidades de Toronto e Kingston, onde tomava conta de crianças (todas filhas de emigrantes portugueses) enquanto o marido trabalha na área da carpintaria. “Vivemos sempre bem, mas depois de estarmos reformados é melhor o nosso país”, afirmou Maria Beatriz Ferreira. E porquê? “As pessoas lá estão mais isoladas. Aqui há mais convívio. Por exemplo, quando saímos, aqui as pessoas dizem-nos: Eh vizinha, passou bem? E depois lá os invernos são muito rigorosos. Há dias em que não se pode vir à rua com tanto gelo. Com o avançar da idade é preciso ter mais cuidado”, respondeu.
Optaram, então, por regressar às raízes. Mais propriamente ao antigo Casal das Figueiras (local onde a assinante nasceu), actualmente zona da Rua Raul Proença. Já cá estão há 15 anos e hoje é o filho que também é assinante no estrangeiro. Por agora, Maria Beatriz Ferreira ocupa a maior parte do tempo a fazer casaquinhos para bebés e com as leituras da revista National Geographic (de que também é assinante) e da Gazeta das Caldas. “Leia toda. Quando a abro vou logo ver quem morreu e depois é que leio as notícias”, disse, entre risos. “É raro ficar alguma por ler. Gosto muito de ler o editorial, que está sempre muito bem escrito, e as crónicas que as pessoas escrevem no espaço de opinião. Também gosto da semana do Zé Povinho porque ele mete o nariz em muita coisa e reflecte uma opinião geral”, acrescentou a leitora, que também não deixa de parte a secção da página cultural.
Outra das características que Maria Beatriz Ferreira aprecia na Gazeta é a cobertura feita às reuniões da Câmara das Caldas. “É sempre bom saber o que eles fazem e o que o Fernando Costa propõe para a cidade. Acho que a Gazeta volta na volta pica-o um bocadinho. Desde que não seja a deitar abaixo, tudo bem. Porque por vezes há críticos que só existem para dizer mal, mas na Gazeta têm-se mantido mais ou menos”, disse.
Maria Beatriz Ferreira declarou que não compra mais nenhum jornal. No entanto, confessa que dá uma espreita ao diário desportivo que por vezes o marido adquire – A Bola. “O meu marido foi jogador do Caldas e interessa-se por isso”, revelou. E já que estamos a falar de desporto, a assinante disse que igualmente aprecia o suplemento da Gazeta dedicado a essa área. “Gosto muito do Desporto. Nunca pensei que houvesse tanta gente a praticá-lo em tantos concelhos”, acrescentou..
Quanto a reclamações, Maria Beatriz Ferreira disse que por vezes “algumas pessoas exageram no espaço de opinião” e que o jornal “tem muitos anúncios”, mas entende que “não pode viver sem eles”.
Conclusão: “A Gazeta das Caldas é um jornal que está dentro e é da nossa região. Têm feito tudo muito bem. Se calhar vai durar até aos cem anos”.

Tânia Marques

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