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Governo prolonga situação de calamidade até 8 de fevereiro

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Governo prolonga situação de calamidade até 8 de fevereiro
epa12697742 Portuguese Prime Minister Luis Montenegro speaks during a press briefing at the end of an extraordinary meeting of the Council of Ministers at Sao Bento Palace in Lisbon, 01 February 2026. Montenegro announced that the public aid to address the impacts of Storm Kristin will be 2.5 billion euros, estimating that 34,000 personnel have been or are currently on the ground. EPA/FILIPE AMORIM

A situação de calamidade vai ser prolongada em Portugal Continental até 08 de fevereiro, anunciou hoje o primeiro-ministro.

Luís Montenegro falava no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que durou cerca de três horas e decorreu na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento (Lisboa).

A situação de calamidade tinha sido decretada pelo Governo na quinta-feira com efeitos entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de hoje para cerca de 60 municípios.

Com 13 ministros sentados nas duas primeiras filas da Sala da Lareira – as restantes foram reservadas à comunicação social -, Montenegro partilhou as principais decisões relativamente à evolução da situação decorrente da passagem por Portugal da depressão Kristin.

“Em primeiro lugar, decidimos prolongar até ao próximo dia 8 de fevereiro a situação de calamidade. Quer isto dizer que se mantém em vigor todas as áreas de coordenação operacional e bem assim as medidas que agilizam procedimentos para enfrentarmos situações de adversidade climatérica que ainda temos pela frente”, explicou.

No dia 08 de fevereiro, próximo domingo, realiza-se a segunda volta das eleições presidenciais, disputada entre António José Seguro e André Ventura.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo prolongou hoje situação de calamidade, que vigorava desde as 00:00 de quarta-feira, até dia 08 de fevereiro.

*com agência Lusa

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