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Gaeiras vai acolher edifício para trabalho colaborativo

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Gaeiras vai acolher edifício para trabalho colaborativo

ResponsaveisboloO Largo de S. Marcos, no centro das Gaeiras, vai ser requalificado e nele será criado um edifício para trabalho colaborativo. O projecto apresenta um custo na ordem dos 1,7 milhões de euros e está inscrito no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), contando com apoios comunitários. A previsão da autarquia é de lançar o concurso ainda este ano para que a obra possa ter início em 2016, de modo a fica pronta em inícios de 2017.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt

Um local que permita às pessoas trabalhar em equipa, desenvolver projectos e criar valor acrescentado com o que produzem, é o objectivo do novo Espaço Ó, que está desenhado para o Largo de S. Marcos, nas Gaeiras. Este espaço colaborativo, que seguirá a lógica do já existente em Óbidos, terá uma identidade muito ligada à cerâmica, olaria, agricultura e História, tendo em conta a proximidade com a Quinta das Gaeiras.
O que se pretende é que as pessoas possam ali dinamizar projectos “diferentes, distintivos e que aumentem a cadeia de valor”, disse o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, que já deu início à candidatura, em conjunto com a CCDR do Centro, de modo a que a obra possa ter início em 2016.
Na sessão solene do 30º aniversário da Junta de Freguesia das Gaeiras, o autarca destacou que a requalificação do largo central da vila é uma prioridade e que, tendo em conta que os fundos comunitários não apoiam a construção de museus (como o das Guerras Peninsulares que para ali estava previsto), optaram por esta solução, que deverá ter uma comparticipação na ordem dos 85%.
A presidente da CCDR, Ana Abrunhosa, destacou a estratégia de Óbidos, muito centrada em projectos ligados à criatividade e inovação, e que vai de encontro às prioridades deste quadro comunitário, que apoia essencialmente a competitividade e inovação das empresas.
A responsável referiu-se a Óbidos como um “diamante em bruto que tem vindo a ganhar brilho” e acrescentou que “é um orgulho para a região Centro aliar-se aos seus projectos”.
Ana Abrunhosa deixou ainda uma crítica às regras do novo quadro comunitário que não permitem que, por exemplo, juntas de freguesia se possam candidatar directamente a apoios. Também não se revê na reforma das freguesias porque considera que não é nas autarquias de base que está o problema do défice.
O presidente da Junta de Freguesia, Luís do Coito, ouviu com agrado a notícia da requalificação do largo, uma obra prometida há 16 anos aquela freguesia. Outra obra importante, e que deverá estar concluída até Abril do próximo ano, é a ecopista que irá ligar a vila ao complexo do Alvito. Com um custo de 100 mil euros, é financiada pela Câmara e executada pela Junta.
Em dia de festa foi atribuída a condecoração de mérito ao Rancho Infantil e Juvenil da Sociedade Filarmónica e Recreativa Gaeirense, a de honra aos Bombeiros Voluntários de Óbidos, e a de bons serviços à freguesia à funcionária da Junta, Nídia Susano.

Dez milhões de euros para reabilitação

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Óbidos prevê intervenções públicas para a reabilitação do Largo de S. Marcos, nas Gaeiras, e dos antigos armazéns do vinho em A-da-Gorda, assim como para a construção da Praça da Criatividade, à entrada da vila de Óbidos. Estão também contempladas no plano todas as freguesias do concelho, permitindo que privados possam ter apoios para a reabilitação das casas.
Para o centro histórico de Óbidos existem candidaturas de reabilitação de espaços para habitações criativas.
Tendo em conta que a vila é património classificado, existem verbas de cerca de um milhão de euros no âmbito das ITI (Investimento Territorial Integrado) para ser aplicadas em obras de estabilidade na muralha e no seu adarve, na porta da entrada da vila e da Talhada.
No inicio do novo quadro comunitário de apoio, Óbidos arranca com candidaturas na ordem dos 10 milhões de euros.
A presidente da CCDR Centro, Ana Abrunhosa, destaca o facto de Óbidos ser um dos poucos municípios a “privilegiar as freguesias em detrimento da sede de concelho” ao nível dos projectos de regeneração apresentados.

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