“Morto em combate” é o título de um artigo, com uma caixa negra, que conta que “faleceu em Moçambique, dando a vida pela Pátria, Mário Caetano Henriques, natural de Salir de Matos, filho de Angelina Maria Caetano e de Joaquim Quitério Henriques”. Na Gazeta é prestada “homenagem à memória de mais este soldado caldense morto em combate e endereçamos condolências à família enlutada”. É de realçar que Mário Caetano Henriques viria a ser o último soldado caldense morto na Guerra Colonial e já depois do 25 de abril. A Gazeta das Caldas viria, posteriormente, a fazer uma reportagem com a família.
LIBERDADE

A Gazeta das Caldas continuava nesta edição ainda com a mesma direção, apesar das diligências realizadas por elementos ligados à oposição democrática, fazendo um jornal sem grandes epítetos e mostrando uma progressiva e, para muitos, oportunística adesão à situação democrática instaurada pela Revolução do 25 de Abril.
INTENTONAS

SPÍNOLA TOMA POSSE

Termina este texto com a significativa frase: “Saudamos respeitosamente o Chefe do Estado e o Governo”.
CRÓNICA D’ALDEIA


DATAS

EXONERAÇÕES
Na última edição do Escrito a Chumbo demos conta da exoneração do presidente da Câmara das Caldas. Esta semana o jornal contava que “foram enviadas para publicação no Diário do Governo as portarias que concedem a exoneração dos presidentes das camaras municipais de Alcobaça, Bombarral, Caldas, Castanheira de Pera, Leiria. Nazaré e Pombal. Sete dos mais populosos concelhos deste distrito. Outras portarias, remetidas ao mesmo tempo para publicação, exoneram presidentes de câmaras de diversos concelhos do País”.
O 15 DE MAIO

OS DIREITOS



E ainda os “regentes escolares de todo o País reuniram nas Caldas”, conta o jornal, detalhando que, “vindos de diversas localidades do País aqui formaram assembleia que funcionou nas instalações da Escola do Magistério Primário. Trataram dos seus interesses profissionais – muito sérios e respeitáveis – reclamaram a justa solução dos seus problemas”.
PARTICULARIDADES

O BENFICA

Num encontro arbitrado por Porém Luis, auxiliado por Henrique Serrão e Falcão da Silva, o Caldas alinhou com Ferreira (José António); Figueira (Inácio), Malta, Américo e Orlando: Gaspar, Vala e Paulo Veloso: Zézinho, Garrincha (Dino) e Sena, uma equipa onde se encontram muitos nomes conhecidos dos caldenses e que fazem parte da história do clube alvinegro. Pelo SL Benfica jogaram Álvaro (Amaral); José Júlio, Bastos Lopes, Barros e Maia da Silva (Sarmento e depois Fausto); Sheu, Nelinho (José Maria) e Rui Lopes; José Pedro (Cavungi), Moinhos e Diamantino.
A Gazeta diz que “não despertou grande entusiasmo aos adeptos do futebol e principalmente caldenses e benfiquistas a presença do S.L. Benfica (representado por alguns nomes bastante conhecidos) na nossa cidade. Não foi grande a assistencia que o encontro registou e mesmo essa não teve ocasião de vibrar, porque a partida foi disputada numa toada lenta e sem situações de grande perigo nem para uma, nem para outra baliza. Começando os caldenses logo de início ao ataque iam, aos poucos, deixando-se dominar pela maior técnica e meIhor preparação física da maioria dos elementos benfiquistas. No final da primeira parte o marcador estava em branco e apenas uma vez o golo esteve à vista: aos 21 minutos, num livre contra o Caldas, bastante longe da baliza, que José Pedro é encarregado de marcar e fá-lo com pontapé fortissimo levando a bola a bater na barra. Na segunda parte ainda mais se acentuou a superioridade benfiquista. A sua melhor condição física veio ao de cima e os caldenses já não tinham forças suficientes para contrariar os seus adversários. 
Para a semana trazemos mais artigos escritos a chumbo, até lá.




