
“Transportes? E os caldenses continuam a andar a pé!”, lê-se noutro artigo, que aborda a falta de transportes urbanos e que aponta o dedo ao secretário de Estado que “ainda não se pronunciou. Eis um silêncio que faz com que milhares de caldenses se continuem a deslocar a pé. Silêncio que ninguém considera ditado por razões atendíveis”, lê-se.
Percebemos também nesta primeira edição de 1974 que houve baile de fim de ano no casino, com uma banda caldense e que nesta fase se publicava a grelha de programação da RTP.
Mas na mesma edição não resistimos a partilhar mais duas curiosidades com o nosso caro leitor.
Uma é a “Promessa por cumprir com risco para as pessoas” e trata das obras de restauro da Igreja de N. Sra. Pópulo, que haviam sido terminadas, mas não concluídas! Ora, em 1974 contava a Gazeta das Caldas que desde o final da obra de restauro até este ano “vem estando sem vedação o fosso que ladeia o templo, separado da via pública com apreciável desnível”. Mais, “o gradeamento existente foi retirado para ser substituído por outro novo. E nunca mais”. O jornal recorda ainda que dois anos antes “esteve nesta cidade em visita oficial o ministro das Obras Públicas que prometeu dar solução imediata ao problema. Até hoje!”.
O último pormenor é um pequeno artigo, que dispensará comentários, mas que é um documento da sociedade de então. Intitulado de “Casamentos” diz assim: “Cinco raparigas honestas e trabalhadoras que vivem em Inglaterra pedem-nos que tornemos público desejam conhecer jovens para fins matrimoniais. São elas: Amélia, Isilda, Sara, Leonor e Cecília, todas naturais da região caldense. Os interessados deverão escrever para Cambe Edge, Oakhill Way, London, N. W. 3, England”.



