Início Painel Editorial – Liberdade – Eu sou Charlie

Editorial – Liberdade – Eu sou Charlie

0
Editorial – Liberdade – Eu sou Charlie

eiffel-charliePRIMEIRAQuão mais felizes podem ser os cartoonistas que perante um acontecimento inacreditável, fazem um desenho com alguns símbolos e imagens retratando criticamente essa situação!
Qual seria o cartoon que os “charlies” mortos fariam ao seu próprio assassinato e das homenagens que lhe foram prestadas por alguns dos mais altos dignitários do mundo?
Muitos desses dignitários, que agora se ajoelharam à sua carnificina, eram antes os objectos mais ácidos da sua crítica.
Alguns sobreviventes já mostraram na passada terça-feira, através do diário parisiense Liberation, que os acolheu uma vez mais, a capa do Charlie Hebdo que foi publicada na quarta-feira, o sentido de comiseração e de pena, mesmo de perdão, pelos actos cometidos pelos assassinos.
Conheci o Charlie Hebdo há mais de 40 anos e acompanhei-o durante este longo período com um sentimento de admiração, e por vezes, de espanto e de incredulidade.
Lembro-me do Charlie nos primeiros tempos nos anos setenta. Era distribuído nos quiosques, mas também era vendido por militantes que assim ganhavam uns cêntimos. Um dos locais mais simbólicos onde se via o Charlie à venda era na livraria Maspero (uma referência na época) situada no Quartier Latin, onde a estudantada ia diariamente para ver as novidades publicadas em livros ou em tracks (panfletos em fotocópia). O Charlie Hebdo, como as restantes publicações dos seus colaboradores, nomeadamente de Cavanna, eram muito procurados pelos jovens de então.

Ver mais

Loading

Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.