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Quatro concelhos da região em risco de fechar nos próximos dias

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Quatro concelhos da região em risco de fechar nos próximos dias
Óbidos é um dos quatro concelhos que a Direção-Geral da Saúde colocou em alerta no Oeste

Óbidos, Nazaré, Bombarral e Lourinhã estão em risco de entrar na lista das restrições, onde já se encontram Alenquer, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço

Há quatro concelhos do Oeste que estão sob medidas restritivas face ao número de casos confirmados de covid por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mas há mais quatro que podem entrar na lista.
Sobral de Monte Agraço é o único na lista dos concelhos do Oeste onde o risco é muito elevado. Alenquer, Arruda dos Vinhos e Torres Vedras estão na lista de risco elevado, o primeiro patamar que impõe restrições (e onde se encontra também o concelho de Rio Maior).
Em alerta, segundo a DGS, encontram-se quatro concelhos oestinos, nomeadamente Óbidos, Bombarral, Nazaré e Lourinhã.
Nas Caldas, segundo o relatório epidemiológico diário partilhado pela autarquia nas redes sociais, há a registar, esta semana, mais 25 casos confirmados, o que levou a um aumento do número de ativos para os 83 (mais 6).
Nos últimos 14 dias registaram-se no concelho das Caldas 54 novos casos de covid, o que significa que, por 100 mil habitantes, há 104 novos casos.
Desde março do ano passado já houve 2.660 casos confirmados nas Caldas da Rainha, sendo que 2.433 recuperaram da infeção. A covid tirou a vida a 144 pessoas neste concelho.

Casamento na origem de surto
Entretanto, um casamento de uma família de Salir de Matos realizado no passado dia 12 de junho, no concelho de Alcobaça, originou um surto já com 34 casos confirmados e que alastrou a vários concelhos.
Dos cerca de 150 convidados dessa cerimónia foram confirmados, nos primeiros dias, 34 casos positivos, estando os restantes em isolamento.
Cristina Pecante, delegada de saúde coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Norte, contou à Lusa que as proporções “se agravaram pelo facto de os primeiros familiares infetados não terem revelado ter estado num casamento”, situação que as autoridades de saúde só viram confirmada “cerca de 10 dias depois de a maioria dos familiares terem continuado a trabalhar, a frequentar a escola e a fazer vida social”. ■

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