Caldas da Rainha e Óbidos vão ter durante os meses mais quentes do Verão 10 bombeiros em duas equipas de prevenção em permanência para o combate aos incêndios. O distrito de Leiria tem o maior dispositivo operacional de sempre, com o objetivo de manter a área ardida abaixo da média nacional.Tinta Ferreira pede incentivos para os bombeiros voluntários
O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, aproveitou a presença do secretário de Estado da Administração Interna para pedir ao governo a reposição da majoração do tempo de serviço dos bombeiros voluntários para efeitos de reforma. Os bombeiros tinham uma bonificação de 25% no tempo de reforma (na prática, por cada quatro anos de descontos, beneficiavam de mais um), mas perderam essa regalia em 2013. Tinta Ferreira pediu ainda o reforço das equipas de sapadores florestais e nova legislação para os sobrantes florestais (o material que sobra do abate de árvores, como os ramos mais pequenos), como forma de prevenção contra os incêndios florestais. Em relação aos bombeiros, o autarca caldense disse que era necessário melhorar os incentivos e os direitos dos voluntários. “Se não criarmos condições de incentivo, daqui a uns anos não temos interessados em ser bombeiro voluntário”, sublinhou. Tinta Ferreira propõe que se reactive a majoração do tempo de serviço dos bombeiros, benefício que foi retirado em 2013. Jorge Gomes disse que também não está satisfeito com o facto de os bombeiros voluntários terem perdido benefícios no passado. Lembrou que o Orçamento de Estado de 2016 repôs a isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde e adiantou que a majoração de 25% no tempo de serviço para efeitos de reforma está em discussão com o Ministério da Segurança Social. Não se comprometeu, contudo, com datas para a reposição da majoração. O secretário de Estado salientou ainda as medidas de apoio às associações humanitárias e câmaras municipais com a isenção de pagamento do ISV sobre veículos operacionais e de transporte de doentes. Tinta Ferreira sugeriu ainda ao membro do Governo o reforço dos agentes de segurança e de equipamento de investigação na área dos incêndios. “Os incendiários são dificilmente identificados, fazem-se várias tentativas e não se consegue saber onde andam e quem são”, referiu. Pediu ainda o reforço do número de equipas de sapadores florestais, pois “são importantes para a prevenção e combate aos incêndios”, considera. E também apelou ao reforço da legislação quanto à trituração dos sobrantes florestais e respectivo encaminhamento. Sobre estes temas, Jorge Gomes escudou-se no facto de não serem assuntos da sua tutela. No entanto, adiantou que o Ministério da Agricultura está a estudar tanto o reforço das equipas de sapadores florestais, como a questão dos sobrantes. “É material combustível, que é perigoso, mas cuja queima produz energia que pode ser aproveitada”, realçou.