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CENFIM requalificou instalações em Peniche

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CENFIM requalificou instalações em Peniche
Vítor Lapa (à direita), diretor dos polos do CENFIM das Caldas e de Peniche, faz a visita guiada a Manuel Grilo, diretor do CENFIM, José Machado, presidente do conselho de administração, e Cristina Leitão, vice-presidente da Câmara de Peniche

Intervenção de meio milhão de euros financiada pelo PRR é passo em frente para a dinamização do polo, que pretende iniciar formação de nível 5

A requalificação das instalações do CENFIM de Peniche, inaugurada no passado dia 16, representa um investimento de cerca de meio milhão de euros e marca um novo ciclo para aquele núcleo de ensino profissional. A intervenção, financiada pelo PRR através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, aumenta a capacidade formativa e pretende reforçar a ligação às empresas e à economia local.

As obras, que ficaram praticamente concluídas na última semana, implicaram uma remodelação profunda das oficinas e espaços de apoio, incluindo a criação de uma sala multimédia, de um laboratório de prototipagem, refeitório e salas de formação. “Esta intervenção permite-nos ter hoje um espaço com um verdadeiro aspeto de escola, muito mais funcional e confortável, tanto para formandos como para formadores”, sublinhou Vítor Lapa, diretor dos núcleos do CENFIM das Caldas da Rainha e de Peniche.

A intervenção foi realizada no âmbito de um pacote global de 12 milhões de euros de investimento do CENFIM, distribuído pelos 14 núcleos. “No que respeita a obras, só os núcleos que tinham edifícios do IEFP é que podiam avançar, mas aqui em Peniche, além dos novos equipamentos, foi possível concretizar esta obra que há muito ambicionávamos”, acrescentou.

Em Peniche, o curso âncora é o de Técnico de Manutenção Industrial, de nível 4, que combina componentes de metalomecânica, eletricidade e automação. “É um curso polivalente, que responde às necessidades das empresas, seja na metalomecânica, na eletricidade ou na manutenção polivalente, e a nossa taxa de empregabilidade anda na ordem dos 100 por cento: só não fica a trabalhar quem não quer”, frisou Vítor Lapa.

O núcleo tem atualmente cerca de 50 formandos e quer agora dar o salto para a formação de nível 5, dirigida a jovens e adultos que já concluíram o 12.º ano. “Queremos apostar em especializações tecnológicas, retomar uma ligação mais forte às empresas e ser também um parceiro na formação de ativos, depois de um período em que, por força do encerramento das instalações, as empresas tiveram de procurar alternativas”, explicou o diretor.

A requalificação permitiu ainda reservar uma área para prototipagem e impressão 3D, numa lógica de fabrico aditivo e redução de desperdícios. No espaço está instalada uma impressora 3D industrial, integrada num projeto de economia circular que transforma redes de pesca em matéria-prima para peças e componentes, iniciativa dinamizada por um casal sueco que tem uma empresa instalada em Peniche.

“Caracterizamo-nos pela metalomecânica e pela automação, mas a prototipagem é uma área que queremos desenvolver e abrir ao território, em articulação com centros tecnológicos, universidades e empresas”, referiu Vítor Lapa, apontando a futura oferta formativa específica nesta área. O objetivo é que o núcleo funcione como plataforma de experimentação tecnológica e aproximação entre formação e indústria.

Na cerimónia, a vice-presidente da Câmara de Peniche, Cristina Leitão, transmitiu uma mensagem do presidente do município, sublinhando a importância da formação profissional para a competitividade das empresas e para a atração de investimento. “O município de Peniche está, e estará, sempre ao lado do CENFIM, consciente da importância desta instituição para o desenvolvimento da nossa terra e para a vida de tantas pessoas”, afirmou, garantindo “total disponibilidade para dialogar e apoiar as empresas na fixação no território”.

Vítor Lapa não escondeu que sente agora um relacionamento diferente com o poder local, revelando que este novo executivo municipal “já fez mais com o CENFIM do que os anteriores em muito tempo. Isso é para mim um sinal positivo de que o futuro poderá trazer uma cooperação diferente, porque Peniche precisa de indústrias e de qualificação, não pode viver só do turismo”, defendeu.

A requalificação foi também ocasião para homenagear Rui Garcês, formador histórico que iniciou funções em Peniche em 1978 e passou mais de 30 anos ligado ao CENFIM, incluindo missões em Angola e Moçambique. A oficina principal passa a chamar-se “Oficina Rui Garcês”, com uma placa que “perpetua a memória de quem dignificou a instituição pela camaradagem, competência e relação com os formandos”, realçou Vítor Lapa.

Na cerimónia esteve ainda o presidente do Conselho de Administração do CENFIM, José Pedro Machado, que lembrou que o centro soma já cerca de 400 mil formandos e quase sete mil milhões de horas de formação em 41 anos de atividade. “Tudo isto só faz sentido porque mais de 90 por cento encontram depois emprego e ajudam as empresas a serem mais competitivas e os territórios a desenvolverem-se. É esse o propósito deste investimento em Peniche e em todo o país”, concluiu.

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