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Câmara das Caldas quer encerrar discoteca Inapark à meia-noite

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Câmara das Caldas quer encerrar discoteca Inapark à meia-noite
A discoteca só costuma abrir as portas à uma da manhã, mas a Câmara quer restringir o seu horário até à meia noite

Um relatório da PSP, enviado em Abril à Câmara das Caldas, dá conta de 14 ocorrências na discoteca Inapark Club, na rua Luís de Camões, entre Janeiro de 2017 e Março de 2018. No mesmo documento recomenda-se a redução do horário deste estabelecimento até à meia-noite. Excesso de ruído, irregularidades com os seguranças privados, ofensas à integridade física, roubos e circulação de estupefacientes no interior da discoteca, são alguns dos crimes que constam no relatório da PSP.
A Câmara das Caldas já enviou um ofício ao proprietário do Inapark, informando-o desta medida, mas, contactado pela Gazeta das Caldas, o empresário Ricardo Santos diz que está a aguardar o acesso ao relatório das autoridades para se poder pronunciar devidamente sobre o assunto.

Durante 14 meses, a PSP das Caldas da Rainha registou 14 ocorrências na discoteca Inapark, elaborando em Abril um relatório que dá conta dos crimes ocorridos naquele estabelecimento e que foi enviado à autarquia nesse mesmo mês. Na reunião pública de Câmara, no dia 30 de Abril, o vice-presidente Hugo Oliveira manifestou-se preocupado com o conteúdo deste relatório, afirmando nessa altura que o município tinha que se pronunciar sobre a recomendação da PSP, que propunha a redução do horário de funcionamento do Inapark das 6h00 da manhã para a meia-noite.
Gazeta das Caldas teve conhecimento que a Câmara seguiu as recomendações da PSP e já enviou um ofício ao proprietário do estabelecimento, notificando-o sobre a decisão da restrição do horário. No dia 14 de Maio foi também enviada uma carta a diversas entidades, como a DECO, a ASAE, a Associação Portuguesa de Direito do Consumo, a ACCCRO, a União de Freguesias Nª Sra. do Pópulo, Coto e S. Gregório e a Unidade de Saúde Pública de Caldas da Rainha, para que no prazo de 20 dias úteis se pronunciassem sobre esta medida.
Das ocorrências mencionadas no relatório da PSP – ao qual a Gazeta das Caldas teve acesso – constam crimes de ofensa à integridade física (inclusive agressões entre vários indivíduos e seguranças privados), roubos, infrações relativas ao incumprimento da actividade de segurança privada e da actividade comercial. Mas houve também apreensões de estupefacientes (haxixe, liamba e cocaína), em quantidades suficientes para consumo, no interior do estabelecimento, e apreensão de cartões de cidadão e de débito, ilegitimamente retidos pelo explorador da discoteca.
“Estes factos revelam uma predisposição para ocorrências (em 14 meses), naquele estabelecimento, de situações que atentam a ordem pública e a qualidade de vida dos cidadãos, sendo assim bastante favorável e razoável, no sentido de minimizar os seus efeitos, a proposta de redução de horário”, lê-se no documento assinado pelo comandante da esquadra da PSP das Caldas da Rainha, Jorge Augusto.

“A PSP QUER ENCERRAR A DISCOTECA”

Contactado pela Gazeta das Caldas, Ricardo Santos, proprietário do Inapark, confirmou já ter recebido o ofício da Câmara, mas diz estar a aguardar o acesso ao relatório para se poder defender desta decisão. “Não sei em que é a que a PSP se baseia para propor a redução de horário. Sei apenas que não tenho quaisquer queixas dos meus vizinhos e que nunca me foi passado um auto pela polícia”, disse o responsável, acrescentando que a discoteca abre as portas à 1h da manhã, pelo que restringir o horário até à meia-noite significa “encerrar de vez o estabelecimento”.
Ricardo Santos espera ainda saber qual a opinião das entidades que foram notificadas e realçou que na maioria das vezes as ocorrências dão-se já na rua, no exterior da discoteca. “Sou o primeiro a dizer aos meus vizinhos para chamarem a PSP caso haja muito ruído, mas não me posso responsabilizar pelas confusões que acontecem fora do meu estabelecimento”, acrescentou o proprietário.
O Inapark localiza-se na Rua de Camões (em frente ao Parque D. Carlos I) e abriu com este nome no início de 2017, depois de no mesmo espaço ter funcionado o Parqe, também discoteca. É actualmente dos poucos espaços nocturnos que funciona até de madrugada nas Caldas da Rainha.

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