Início Sociedade O Caldas volta a ser protagonista. Desta vez na entrega de medalhas de mérito municipal

O Caldas volta a ser protagonista. Desta vez na entrega de medalhas de mérito municipal

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Os problemas crónicos do concelho das Caldas são (e continuam) os mesmos das últimas décadas: Hospital Termal, Linha do Oeste e Lagoa de Óbidos. Por isso não houve grandes novidades nos discursos oficiais da sessão solene do 15 de Maio. Pela sua época histórica, o Caldas Sport Clube foi o principal elogiado deste ano, sendo que a recente passagem do Centro Hospitalar do Oeste a EPE também mereceu comentários.
A cerimónia realizou-se no CCC e juntou centenas de pessoas. Foram atribuídas 53 medalhas de mérito municipal em diversas áreas – dedicação pública e humanitária, civismo, educação, cultura, desporto e indústria – num ano em que se bateu o recorde de distinções.

O Caldas Sport Clube já tinha sido o centro das atenções em 2016, ano em que celebrou o 100º aniversário e a cerimónia do 15 de Maio serviu para recordar a história e o percurso do clube. Em 2018 voltou a sê-lo, mas por outras razões: a sua prestação história na Taça de Portugal.
Não é preciso repetir o que todos os caldenses já sabem: os resultados, os milhares de adeptos na Mata Encantada e a união de uma cidade que acreditou até ao último minuto que era possível o seu clube chegar à final no Jamor. Mas e o que sentiram os jogadores? Foi isso que foi transmitido no grande auditório do CCC com um pequeno excerto da reportagem da Sport TV “Ninguém Passa na Mata Encantada”. O vídeo de apenas dois minutos provocou arrepios em toda a sala e recebeu fortes e longos aplausos. Foi possível sentir o que os jogadores viveram: a surpresa por terem chegado tão longe, o sonho e a fé de alcançarem a final, a união do grupo, as lágrimas e a euforia, o orgulho de uma equipa que veste as cores do Caldas Sport Clube. “Hoje imortalizamos os nossos nomes na História do futebol Português”: foram estas as palavras do capitão Rui Almeida no balneário, minutos antes do início da 2ª mão no Campo da Mata. E também ouvimos Thomas Militão dizer que “isto é que é mesmo o futebol, não são as guerras que se encontram na primeira liga”.
Os jogadores, dirigentes e elementos da equipa técnica e médica do Caldas foram chamados um a um ao palco para receberem a sua medalha de mérito desportivo. Todos eles, os heróis de uma cidade a quem os caldenses agradeceram de pé.
Lalanda Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal, elogiou a “brilhante actuação do Caldas” e realçou o mérito que teve por criar uma onda de união na cidade. “Foi semelhante há 60 anos quando a equipa subiu de divisão, mas agora é preciso que não se perca este espírito porque eles continuam a ser os nossos embaixadores”, disse. Também Tinta Ferreira, presidente da Câmara, deixou uma palavra de apreço ao clube: “Tenho que agradecer o que fizeram, pelo orgulho, autoestima, crença e reforço da união que deixaram em todos os caldenses”.

OS PROBLEMAS CRÓNICOS

A abertura do Hospital Termal, a modernização da Linha do Oeste e o desassoreamento da Lagoa de Óbidos. São estes os problemas crónicos das Caldas da Rainha e o prazo para a sua resolução – 10 anos, nas palavras de Tinta Ferreira – vai praticamente a meio.
Quanto ao património Termal, o presidente da Câmara realçou três projectos: a reabilitação do Parque D. Carlos I e da Mata Rainha D. Leonor, a reabertura dos tratamentos termais e o aproveitamento dos Pavilhões do Parque para um hotel. “O primeiro está perto de estar concluído. O Parque voltou a ser uma das jóias da coroa da cidade e tem acolhido iniciativas de grande sucesso, como o Oeste Lusitano e a Feira dos Frutos”, disse Tinta Ferreira.
Mas o Hospital Termal vai ter que continuar à espera. Até ao final deste ano prevê-se a abertura faseada dos tratamentos termais com inalações, a conclusão das obras de requalificação do Balneário Novo e a aprovação do protocolo de colaboração com o Montepio Rainha D. Leonor.
Já as obras na ala sul do Hospital Termal deverão estar concluídas em finais de 2019, possibilitando tratamentos em duches e banheiras, enquanto a recuperação patrimonial do edifício do hospital deverá estar pronta até 2021. Relativamente à transformação dos Pavilhões num hotel de luxo, o prazo para a conclusão desta obra estende-se até Dezembro de 2020.
Sobre a modernização da Linha do Oeste, “o município tem dado a cara na sua reivindicação, embora este projecto não seja uma responsabilidade sua”, frisou Tinta Ferreira, dando conta que se prevê a conclusão da electrificação até 2021. Disse ainda que a Câmara pretende construir uma nova ponte pedonal junto à Estação de Comboios no âmbito do PEDU. Outro dos problemas é a Lagoa de Óbidos, cuja aberta voltou a fechar na semana passada. “Dada a urgência na reabertura, os municípios de Caldas e Óbidos disponibilizaram homens e máquinas para que se iniciassem os trabalhos com a orientação da APA”, acrescentou o presidente, revelando que se espera que a obra de desassoreamento fique concluída até à Primavera de 2020.

PASSAGEM DO CHO A EPE

Tinta Ferreira e Lalanda Ribeiro destacaram nos seus discursos a passagem do Centro Hospitalar do Oeste de SPA (Sector Público Administrativo) para EPE (Entidade Pública Empresarial), decidida em Conselho de Ministros na passada quinta-feira, 10 de Maio. “Mas é preciso ter em atenção que se esta passagem não for feita com capital social em dinheiro, continuarão a não existir verbas para requalificar os equipamentos do CHO”, alertou o presidente da Câmara.
O Abraço Verde, o Lar de Alvorninha, a Escola Básica dos Arneiros, o piso sintético da Quinta da Boneca e os quilómetros de repavimentação urbana foram algumas das obras concluídas destacadas por Tinta Ferreira neste 15 de Maio. Até ao próximo, estarão em curso outras tantas: a Unidade de Saúde Familiar de Sto. Onofre, a Escola Básica da Encosta do Sol, o Centro da Juventude, o Teatro da Rainha, o parque de estacionamento junto à PSP, a ampliação da ETAR das Caldas, o Lar do Nadadouro, a rotunda junto ao restaurante Os Queridos e a reabilitação nas ruas Capitão Filipe de Sousa, Heróis da Grande Guerra, 31 de Janeiro e Tenente Sangreman Henriques.
O autarca salientou também que o número de dormidas no concelho passou de 60 mil para 160 mil em seis anos. E aproveitou a ocasião par dar a conhecer o novo site municipal (www.mcr.pt), “que apresenta um layout mais simples e atractivo, permitindo uma navegação mais intuitiva”.
Actuou na sessão solene do 15 de Maio o grupo BCI Wind Group, composto por jovens músicos da Banda Comércio e Indústria: Rafaela Faria e Márcia Caetano (flauta), Rita Costa (oboé), Ana Sousa e Matilde Sedas (clarinete), Miriam Cunha e Camila Fernandes (fagote), Pedro Almeida (saxofone soprano) e Rodrigo Horta (saxofone alto).

 

 

Medalhas de Mérito Municipal 2018

MEDALHA MUNICIPAL DE DEDICAÇÃO PÚBLICA

– Associação CRAPAA: Fundada no dia 9 de Abril de 2001 foi a primeira associação de ajuda animal nas Caldas da Rainha. Começou a sua actividade com 20 cães, hoje tem ao seu cuidado mais de 60.
– ADSFA: A Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha surgiu em 1993 para dar resposta à falta de transportes públicos na freguesia. Presta apoio a 108 utentes nas valências de Apoio Domiciliário, Centro de Dia e Lar. Celebra este ano o 25º aniversário.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO CÍVICO

– António Monteiro: Nasceu a 10 de Janeiro de 1964 em A-dos-Francos. Trabalhou na construção civil, foi electricista, empregado de balcão, motorista e assistente técnico em avicultura. Actualmente está ligado às empresas Mateus & Ramos e Adisco Comercial. De 2013 a 2017 foi presidente da Junta de Freguesia de A-dos-Francos.
– Avelino Custódio: Nasceu a 16 de Agosto de 1949. Após terminar a sua vida profissional (como chefe de cabine de cruzeiros) dedicou-se à causa pública: foi presidente da Associação Desportiva e Recreativa Zambujalense e da Associação de Caçadores de Alvorninha e é presidente da ADSFA. De 2013 a 2017 foi presidente da Junta de Freguesia de Alvorninha.
– António Almeida: Nasceu a 2 de Agosto de 1959 no Landal. Comerciante de madeiras e produtor florestal, fez parte da comissão que impulsionou a reconstrução da capela e a construção do jardim de infância dos Casais da Serra. Foi presidente da Junta de Freguesia do Landal por dois mandatos, destacando-se o seu papel na criação do Festival Nacional da Codorniz e na recuperação do pão-de-ló do Landal, por exemplo.
– Delfim Azevedo: Nasceu a 4 de Outubro de 1951 e vive há 43 anos nas Caldas. Foi professor em várias escolas do Oeste. Na sua vida pública foi candidato a presidente de Câmara pelo PS (1997 e 2009) e eleito vereador de 1993 a 2001 e de 2009 a 2013. Foi treinador de basquetebol do Sporting Clube das Caldas.
– Jorge Sobral: Licenciado em Direito. Dirige o projecto AFIRMAR, foi director do Conjunto Cénico Caldense, Infancoop, Pimpões, Caldas Sport Clube, RLO e do Núcleo Sportinguista das Caldas. Fundador da Cooperativa Editorial Caldense e da Liga dos Amigos do CHO. Várias vezes membro da Assembleia Municipal de Caldas e de Peniche e foi também vereador pelo PS na autarquia caldense. Desempenhou funções no Governo Civil de Leiria e no Ministério da Administração Interna.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO EDUCATIVO

– Paulo Almeida: Natural das Caldas, é licenciado em Gestão Hoteleira. É também director da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e desde 2004 que faz parte de diversos órgãos do IPL. Responsável pela equipa que organiza o International Tourism Congress. Recebeu várias distinções como “Best Article” e “Global Excellence Award” em 2013, 2014 e 2015.
– Rogério Martins: Nasceu nas Caldas a 8 de Fevereiro de 1974. Apresentador do programa “Isto é Matemática” na SIC Notícias e voz de muitos vídeos da Khan Academy Portugal. Foi director da Gazeta de Matemática, revista da Sociedade Portuguesa de Matemática. É professor/investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia e recebeu o SIAM Student Paper Prize.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO DESPORTIVO

– Luís Martins: Nasceu a 24 de Dezembro de 1967. Praticante de motonáutica desde 1984 e ao longo do seu percurso conquistou 17 títulos de campeão nacional em diversas classes. Foi campeão do mundo em 2003. É Comissário Técnico da Federação Internacional de Motonáutica desde 2004 e administrador na Federação Internacional de Motonáutica desde 2014.

– Patrícia Carmo: Praticante da modalidade de Dança Desportiva. Campeã nacional júnior II Latinas em 2013 e campeã nacional do ranking e Under 21 em 2017. Internacionalmente já venceu o Open Youth Latin (Espanha), WDSF RS e U21 Latin (Bélgica), World Dance Sport (Espanha), Bassano Open e Rimini Open (Itália).
– Manuel Barroso: Nasceu a 9 de Março de 1964. Licenciado em Educação Física, é actualmente Presidente da Federação Portuguesa de Pentatlo Moderno. Foi atleta olímpico em Pentatlo Moderno nos JO de 1984, 1988, 1992 e 1996 e campeão nacional absoluto por nove vezes. Recebeu a medalha Nobre Guedes do Comité Olímpico como melhor atleta em 1991.
– Caldas Sport Clube: Fundado a 15 de Maio de 1916. Já tinha recebido a Medalha de Mérito Desportivo em 1955, a Medalha de Bons Serviços Desportivos em 1966, a Medalha de Mérito e Gratidão em 1972, a medalha de Grau Ouro em 1998 e a Medalha de Honra em 2016. Destacou-se em 2017/2018 pela sua prestação histórica na Taça de Portugal, tendo chegado às meias-finais.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO CULTURAL

– José Martins: Nasceu em 1936 e veio do Alentejo para as Caldas da Rainha no final dos anos 40. Liderou grupos de baile, onde foi vocalista, baterista e acordeonista e teve também um percurso individual com o acordeão. Colaborou com várias instituições caldenses com a sua arte musical e foi membro do Grupo Coral da Casa da Cultura. Foi funcionário dos Correios.
– Palmira e Carlos Gaspar: Nasceram em Lisboa e são ambos licenciados em Finanças e Economia.
Desde 2003 que desenvolvem actividades culturais no concelho caldense: criaram a Comunidade de Leitores e Cinéfilos nas Caldas, já doaram mais de 500 DVD’s originais à Biblioteca Municipal, apoiam a SIMCR de A-dos-Francos e têm homenageado grandes poetas portugueses.
– Rita Marques: Nasceu nas Caldas em 1990. Fez parte do Grupo de Cavaquinhos dos Pimpões e estudou clarinete na escola da Banda Comércio e Indústria. Fez o curso de Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa. Em 2017 colaborou com Plácido Domingo num concerto e prepara-se para participar no Operalia, concurso mundial de Ópera.
– Carlos Oliveira: Nasceu em 1963 nas Caldas da Rainha. Fez formação no Cencal nas áreas de desenho e modelação. Em 1989 criou o seu próprio atelier e desataca-se pela execução de obras de grandes dimensões, quer em cerâmica como em escultura. Em 2012 trabalhou na cruz que foi entregue ao Papa Francisco.
– Ruben Tomé: Nasceu em 1991 nas Caldas. Começou a estudar trombone na Banda Comércio e Indústria e fez formação superior na ESMAE do Porto. Já tocou em orquestras como a Banda Sinfónica Portuguesa, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto, Orquestra Gulbenkian e Orquestra de Jovens Gustav Mahler. Irá este ano ocupar um lugar na Orquestra d’Opera de Berlim.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO INDUSTRIAL

– Fábrica das Cavacas (Eduardo Loureiro): Desde 1982 que Eduardo Loureiro é industrial do sector alimentar e em 1995 inaugurou a Fábrica de Cavacas das Caldas. Obteve vários prémios em doçaria nas categorias de Bolo Seco, Doce Conventual, Bolo de Aniversário e Bolo Confeitado. Em 2017 iniciou a construção das novas instalações da Fábrica de Cavacas das Caldas em Salir de Matos.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO HUMANITÁRIO

– José Pinto: Nasceu a 22 de Outubro de 1944 e desde 1983 que vive nas Caldas da Rainha, ano em que entrou para o Hospital caldense. Entre 1995 e 2006 foi chefe do Serviço de Medicina Interna e de 2007 a 2017 exerceu funções no Montepio Rainha D. Leonor. Fez também parte da Comissão Técnica do Internamento.

 

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