Cidade concorre a Capital Europeia do Pequeno Comércio a Retalho, cujo resultado será conhecido quinta-feira
Caldas da Rainha disputa o prémio de Capital Europeia do Pequeno Comércio a Retalho, uma competição que identifica e distingue as cidades que alcançaram “resultados notáveis” no apoio ao pequeno comércio e na promoção e preservação de centros urbanos dinâmicos.
O concurso, que contou com 28 candidaturas de 13 países, terá um vencedor a 28 de janeiro, depois dos representantes de cada cidade finalista fazerem uma apresentação perante um júri europeu. Das Caldas irá uma comitiva de nove pessoas, composta pelo presidente da Câmara e um elemento da autarquia que fará a apresentação, e ainda um represente da AIRO, da OesteCIM, da ACCCRO, Prontos e Silos – Contentor Criativo, bem como da comunicação social local (entre eles a Gazeta das Caldas), um requisito da União Europeia. De acordo com o autarca esta candidatura nasceu no âmbito das reuniões do conselho consultivo do Bairro Comercial Digital, onde estas entidades estão representadas e deram o seu contributo.
Vítor Marques, acredita que as Caldas “poderá ser feliz” no resultado, tendo em conta que a “candidatura está muito bem organizada e aquilo que temos para oferecer, em termos de qualidade e variedade, também é elevado”, embora reconheça também as potencialidades das duas outras cidades concorrentes.
A iniciativa é da União Europeia, lançada pelo Parlamento Europeu e implementada pela Comissão Europeia, e as Caldas da Rainha concorre na categoria “Cidades Médias”.
Na apresentação das Caldas é referido que esta cidade combina o seu centro histórico com um setor de pequeno comércio resiliente, que impulsiona a vida económica e social. Com um grande número de pequenos estabelecimentos comerciais que representam uma parte significativa de todo o comércio, gerando um volume de negócios substancial e proporcionando bastantes empregos, a cidade demonstra o papel central do pequeno comércio a retalho no emprego, na identidade cultural e na vitalidade da comunidade.
O centro histórico, centrado na Praça da Fruta com os seus estabelecimentos familiares, restaurantes e serviços locais, “é o coração do comércio e fortalece a vida comunitária e o património cultural, salienta, acrescentando que o comércio está integrado com a cultura, o turismo e a inovação”.