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Aposta na transição digital como resposta para uma melhor saúde

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Aposta na transição digital como resposta para uma melhor saúde
Maria de Belém, que tinha estado nos 50 anos da Casa de Saúde, voltou para celebrar os 75 anos da mesma estrutura

Ex-ministra da Saúde considera que atualmente há “ferramentas poderosíssimas” para ajudar na articulação da saúde com outras áreas.

Defensora da necessidade de olhar para a sociedade numa perspetiva mais intersetorial, a antiga ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, salienta que as instituições não podem continuar a atuar como no passado mas que têm de estar mais vocacionadas para interagir.
Depois de uma retrospetiva sobre o setor social, onde destacou o papel da Rainha D. Leonor, a convidada abordou a necessidade de se olhar para estas problemáticas num contexto diferente, colocando ênfase na transição digital. “Hoje em dia temos ferramentas poderosíssimas para fazer acontecer o que importa”, disse, dando como exemplo o investimento em ferramentas que permitem a articulação entre saúde e segurança social. Estas são essenciais, de acordo com Maria de Belém Roseira, para a melhoria da prestação dos cuidados de saúde por melhor diagnóstico, mais segurança no diagnóstico e mais precisão.
A transição digital é, de resto, uma das opções estratégicas estabelecidas na União Europeia e a antiga governante lamenta que Portugal esteja “atrasadíssimo” no que respeita à concentração dos dados e sua utilização no domínio da saúde. “Temos agora uma parte do PRR virada para a transição digital e a ideia do atual ministério da Saúde é de que não pode fazer as coisas sozinho, têm de se articular com o setor da economia social e privado”, disse, confiante.
A transição digital já é uma realidade no Montepio Rainha D. Leonor e Maria de Belém Roseira mostrou-se “muito satisfeita por ver este espírito de abertura à modernidade”.
Esta entidade conta terminar, durante este mês, a migração de toda a informação para a cloud. “Já implementámos o sistema de digitalização documental, não circulam papéis, é tudo por via eletrónica”, explicou Francisco Rita. Outro passo para facilitar a vida dos utentes é a instalação de um sistema de gestão de filas, em que através de uma aplicação a pessoa recebe uma informação na hora em que se deve dirigir ao Montepio para ser atendida. Está ainda a ser implementado um novo sistema informático para a gestão de toda a estrutura hospitalar que irá permitir, através de outra aplicação, fazer medicina em casa.
“A digitalização dos serviços é obrigatória, sem isso não há produtividade”, salientou Francisco Rita.

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