A semana do Zé Povinho

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A semana do Zé Povinho

A Dra. Elsa Baião está indigitada para presidente do Conselho de Administração do CHO, devendo ser nomeada nas próximas semanas. Actual responsável pela Comissão Coordenadora de Cuidados Continuados da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, e também já com experiência em gestão no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, esta administradora hospitalar deverá presidir aos destinos do CHO nos próximos quatro anos, esperando-se que num clima de alguma tranquilidade, com uma boa relação com os seus pares e a tutela, diálogo com todos os profissionais de saúde e sempre tendo em conta que, em última instância, a sua missão visa servir os utentes com a melhor qualidade possível.
Depois do desastre da sua antecessora – que ainda se arrasta exercendo uma gestão corrente definhante – Zé Povinho acha que não será difícil à Dra. Elsa Baião recuperar o prestígio e a dignidade da sua função e deitar mãos ao trabalho para resolver os inúmeros problemas do CHO.
A nova administradora pode contar com uma equipa de bons profissionais de saúde, que têm feito os impossíveis para manter, sobretudo o hospital das Caldas, a funcionar com padrões mínimos de qualidade. Mas Zé Povinho alerta-a que deverá ser muito firme no “contrato político” que estabelecer com a tutela pois a situação financeira do CHO é exasperante e exigem-se medidas corajosas no curto prazo para a solucionar. Não lhe bastará, por isso, uma linha verde com o ministério de Adalberto Campos Fernandes. Ser-lhe-á necessária uma outra linha directa com o ministério de Centeno para conseguir ultrapassar os constrangimentos que pendem sobre os três hospitais do Oeste.
Boa sorte, Dra. Elsa.

A aprovação, em Conselho de Ministros, da passagem do Centro Hospitalar do Oeste de SPA para EPE ocorreu em Maio.
A publicação do decreto-lei que constitui a nova entidade jurídica data de 18 de Junho e nele se dizia que, com a sua entrada em vigor, “cessam automaticamente” os mandatos dos membros do Conselho de Administração do CHO, que ficaram em gestão corrente.
Acontece que dois meses e meio depois ainda não foi nomeada a nova administração para o Centro Hospitalar.
Zé Povinho pergunta-se por que insiste o senhor ministro da Saúde, Dr. Adalberto Campos Fernandes em ignorar tanto o Oeste e a secundarizar as questões relacionadas com o seu centro hospitalar.
Primeiro foi a extemporânea promessa, logo em 2016, pouco depois de tomar posse, de que o hospital das Caldas teria urgências modernizadas até ao fim desse ano. Seguiu-se um arrastado processo que culmina agora com as obras.
Depois foram as contradições do Conselho de Administração do CHO que o senhor ministro não soube apaziguar nem intervir a tempo, deixando uma administração disfuncional ao leme do centro hospitalar durante demasiado tempo.
E, finalmente, a promessa de que a passagem de SPA para EPE iria resolver grande parte dos problemas do CHO, a qual não foi ainda cabalmente cumprida. Zé Povinho constata que este tem sido um processo a conta-gotas, demasiado lento, quando teria sido necessário coragem política e decisões rápidas para o resolver. Por isso, não pode deixar de lamentar a actuação do Dr. Adalberto Campos Fernandes no que diz respeito aos cuidados hospitalares na região Oeste.

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