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Ponte pedonal provoca polémica na política autárquica

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Ponte pedonal provoca polémica na política autárquica

DSC_0078Qual o verdadeiro estado da ponte pedonal sobre a linha do comboio? O vereador socialista Rui Correia alertou o executivo camarário, no dia 30 de Março, para o seu estado de degradação e pediu o seu encerramento imediato, bem como a sua substituição. Mas o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, tem a garantia técnica dos serviços de que não há perigo.
Para breve estão previstas obras pontuais e será feito um projecto de recuperação daquela estrutura.
“Em função da avaliação feita, o chefe de divisão de obras [César Reboleira] é da opinião que não se justifica o encerramento da passagem de peões”, disse Tinta Ferreira à Gazeta das Caldas. Contudo, a Câmara vai iniciar os procedimentos para se fazer uma pequena reparação dos aspectos mais críticos daquele equipamento e já foi remetido para os Serviços de Aprovisionamento a requisição da prestação de serviços de uma empresa especializada para fazer o projecto de reabilitação.
Estas explicações foram dadas depois do vereador do PS, Rui Correia, ter apresentado, na sessão de Câmara de 30 de Março, uma proposta para o “imediato encerramento e substituição da ponte pedonal da estação ferroviária”. Em causa está, de acordo com o vereador, o estado de degradação em que se encontra a ponte, com “numerosos” pontos em que a corrosão externa e interna “ultrapassam largamente os limites do admissível”. De acordo com Rui Correia, há mesmo suportes que se encontram “completamente serrados” por ferrugem e pontos em que a estrutura metálica se encontra em “completa destruição pondo em causa a estabilidade do conjunto”, não perspectivando que seja sequer possível a sua reparação.
O vereador socialista, que é professor de História, exigiu o fecho imediato, demolição e reconstrução deste acesso e que a população fosse publicamente informada da proibição da sua utilização.
“A segurança dos utilizadores desta ponte está em elevado risco pelo que o encerramento deste acesso e sua imediata substituição deve assumir carácter de emergência e constituir uma prioridade orçamental em virtude da grande utilidade que representa na ligação pedonal entre as duas freguesias da cidade”, defendeu.
Rui Correia já tinha chamado a atenção para o estado deste acesso durante a campanha para as últimas eleições autárquicas.
No dia seguinte (1 de Abril) a divisão de execução de obras verificou a ponte e concluiu que “não existe necessidade de encerramento imediato”, explicou o presidente da Câmara. Tinta Ferreira garante que a autarquia tem vindo a acompanhar esta situação e que durante o ano passado foram “feitas várias avaliações”.
O próprio autarca reuniu com responsáveis da Refer, em Outubro do ano passado, para discutir o futuro daquela estrutura e optaram pela sua reabilitação. A outra opção seria a colocação de uma ponte nova, mas Tinta Ferreira diz que a autarquia não tem disponibilidade financeira para esse investimento, estimado na ordem dos 400 mil euros, acrescido da manutenção que teria de ser feita.

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