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Mini furacão Catarina Martins passou pelas Caldas

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Mini furacão Catarina Martins passou pelas Caldas

catarinaNas Caldas ninguém ficou indiferente ao fenómeno Catarina Martins. Na acção de campanha que realizou na Praça da Fruta, juntamente com o cabeça de lista por Leiria, Heitor de Sousa, no passado dia 22 de Setembro, a porta-voz do Bloco de Esquerda (BE) recebeu mensagens de incentivo, algumas queixas e, sobretudo, foi alvo da curiosidade de todos.
Esta foi, até à altura, a acção mais mediática que decorreu na cidade, com dezenas de órgãos de comunicação social em volta da também candidata por Lisboa.
“A ver se o partido cresce mais, já que a Catarina [Martins] não cresce!”, brincava um senhor com a porta-voz do BE enquanto esta distribuía panfletos numa acção de campanha pela Praça da Fruta. Bem disposta, e acompanhada por dezenas de jornalistas, a líder partidária  ia dizendo que contava com o apoio todos no próximo dia 4 de Outubro.
“Agora vou votar em você para ver se isto fica melhor”, dizia um vendedor, enquanto que outro corroborava de que é “preciso mudar”. Pelo caminho, encontrou ainda que a considerasse “menos agressiva” na campanha do que no Parlamento, mas Catarina Martins respondeu: “eu continuo a cascar, mas agora também é tempo de apresentar as nossas propostas”.
Encontrou um lesado do BES a quem explicou que a lei “está mal feita”, ao permitir que se vendam “produtos de risco sem as pessoas o percebam”.
Defendeu que é preciso respeitar as pessoas, ouvir os reguladores e fazer com que os lesados consigam recuperar o que é seu. Por outro lado, é necessário alterar a lei para que “não voltem a acontecer estes casos”, disse, acrescentando que o BE vai continuar a lutar para que “sejam tratados com respeito e sejam explicadas as coisas às pessoas para que não sejam lesadas duas vezes e que o mesmo não volte a acontecer a mais ninguém”.
Na praça, Catarina Martins foi ainda confrontada com um eleitor surdo que, numa folha de papel, se queixava de discriminação por não serem dados subsídios à Associação de Surdos do Oeste. A candidata pegou numa caneta e, nas costas da folha, respondeu que iria passar a informação aos deputados parlamentares e que, no próximo sábado, estará presente no Encontro Nacional dos Surdos. Mais tarde, e já preparar-se para seguir para Peniche, Catarina Martins avisava um elemento da campanha para não se esquecer de dar nota deste caso no evento de sábado.
O corte das reformas e salários também foi mote de conversas, com alguns reformados a queixarem-se das suas pensões. “Temos que mudar isso”, reiterava a líder do BE, que quer eleger também um deputado por Leiria. E disse que as pensões mais baixas devem ter um processo mais acelerado de aumento para virem a ter a convergência com o salário mínimo nacional, acrescentando que querem também que o salário mínimo aumente e que devem haver regras sobre o leque salarial.
“Tem que haver mais justiça a distribuir a riqueza, tanto nas pensões como nos salários porque senão vão sempre aumentando a desigualdade”, sustentou.

“Deixar cair as quotas [dos refugiados] é um péssimo passo”

Catarina Martins recebeu ainda sugestões para que o Bloco se coligasse com outro partido para ter mais força, mas a candidata diz que o programa do BE é conhecido e lembra que até já disse a António Costa (PS) que “não faltará a um governo que não congele as pensões e não as reduza, que não flexibilize despedimentos e não descapitalize a Segurança Social com a quebra da TSU”.
Realça que o voto no BE é que vai servir para defender as pensões, a Segurança Social e quem trabalha contra os cortes e a liberalização dos despedimentos, apelando a que as pessoas votem “naqueles em que as defendem”.
No dia em que se realizava uma nova reunião em Bruxelas para discutir o futuro dos refugiados, Catarina Martins disse que é preciso uma “condenação do governo húngaro e de todos os outros que estão a perseguir os refugiados e encontrar uma solução para a abertura de corredores humanitários e a distribuição dos refugiados pelos países que os podem acolher”.
Considera que se trata de uma situação “extraordinariamente grave” a que vivem as cerca de 360 mil pessoas, entre elas 100 mil crianças, que precisam de ser acolhidas. “Os países andarem a empurrar uns para os outros é um desrespeito completo pelos mais básicos direitos humanos e um despeito até pela legislação internacional e a Convenção de Genebra, que nos obriga a acolher quem está a fugir da guerra”, sublinhou.
Catarina Martins mostrou-se também contra o fim das quotas obrigatórias para acolhimento dos refugiados. “É preciso solidariedade europeia para receber os refugiados, mas deixar cair as quotas é um péssimo passo”, disse, criticando ainda a posição neste processo do governo português que tem andado a “regatear” o número de pessoas a acolher e que ainda nem preparou os centros para os receber.

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