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Quatro costelas partidas

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No dia 28 do passado mês de Maio tive o azar e a grande infelicidade de atropelar com o meu carro, a minha muito querida mulher, que graças a Deus já passou 81 primaveras.
Levei-a logo para a urgência do Hospital, cerca das 11 horas, de onde saiu às 16h30, tendo sido mandada para casa pelo Dr. Pedro Coito, que lhe disse que ela era de têmpera rija e que não tinha nada partido.
Passado dez dias, e sempre a queixar-se com dores, no dia 7 de Junho levei-a à urgência do Montepio Rainha D. Leonor, tendo sido observada pelo Sr. Dr. Vieira Lino, que segundo o raio X que lhe mandou fazer, lhe diagnosticou quatro costelas partidas.
Perante tal grave acontecimento, dirigi-me à directoria do Hospital para dar conhecimento ao Sr. Director da negligência do Dr. Pedro Coito.
Fui recebido pela secretária, D. Cristina, que me disse que o Sr. Dr. Nobre não estava, mas lhe transmitia o caso logo que ele chegasse, prometendo-me que me contactava, pelo que me pediu o meu contacto.
Passados já sete dias e sem receber qualquer esclarecimento, presumo que o Sr. Director não está interessado em averiguar a falta de profissionalismo do Sr. Dr. Pedro Coito.
Creio que estes casos não podem nem devem ficar omissos.
Creio até merecer a atenção da Direcção Geral de Saúde.

Carlos Raimundo

NR – Gazeta das Caldas deu conhecimento desta carta ao Centro Hospitalar, que nos respondeu com o texto que a seguir transcrevemos.

Na sequência do email, datado de 15 de Junho de 2010, vimos informar que após análise da situação, a Direcção Clínica reuniu no dia 17 de Junho, pelas 16 horas com o subscritor da carta.
Efectivamente nos exames efectuados no dia do acidente o Médico que assistiu a esposa do Sr. Carlos Raimundo não visualizou fracturas nas costelas que, como é natural nestes casos, se tornaram mais evidentes, alguns dias após o traumatismo.
Embora de tal facto não tenha decorrido, qualquer consequência mais grave, para além do compreensível incomodo pela dor, nem tenha influenciado o tratamento instituído (repouso e analgésicos) a Direcção Clínica e o Conselho de Administração lamenta o sucedido e deseja as mais rápidas melhoras à esposa do Sr. Carlos Raimundo.
É de referir que, como sempre, o Conselho de Administração está sempre disponível para ouvir os Utentes seja através dos seus elementos ou das Direcções e Chefias do Centro Hospitalar do Oeste Norte, de molde a responder cabalmente às situações que lhes são colocadas.
Com os melhores cumprimentos,

Manuel Nobre
Presidente do CHON

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