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O céu de agosto

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Este mês de eventos astronómicos começa com a Lua no seu apogeu, o ponto mais alto da sua órbita, apresentando-se na fase de quarto crescente entre as constelações da Virgem e da Balança.

Por sua vez, aquando da Lua Cheia de dia nove, o nosso satélite natural ter-se-á deslocado até à constelação do Aquário. Passados outros três dias a Lua já será vista com o planeta Saturno junto à constelação dos Peixes. Ao raiar da aurora deste mesmo dia doze os planetas Júpiter e Vénus terão sido vistos nascer em conjunção, distando entre si pouco menos de um grau (o equivalente a duas vezes o diâmetro da Lua).

Entre os dias dezassete de julho e vinte e quatro de agosto, poderemos ver cruzar o céu pequenos meteoros provenientes do cometa 109P/Swift-Tuttle. Se percorrermos os seus rastos em sentido contrário repararemos que todos eles parecerão surgir de uma parte do céu (o radiante) próximo à constelação de Perseu. Esta e a famosa chuva de estrelas Perseidas. Este ano, o pico de atividade das Perseidas tem lugar no dia doze. Os cálculos costumam apontar a que, durante o pico de atividade desta chuva de meteoros, se observe uma centena de meteoros por hora. No entanto estas contas assumem um céu completamente livre de poluição luminosa, e que o radiante da chuva de estrelas se encontre no ponto imediatamente acima das nossas cabeças (o zénite), algo que não chegará a ser o caso.

No dia dezanove o planeta Mercúrio atingirá o ponto de maior elongação (afastamento relativamente ao Sol) para oeste, dando-nos assim mais tempo para o vermos antes do amanhecer. Na madrugada seguinte veremos a Lua nascer junto aos planetas Júpiter e Vénus, e um dia depois entre este e Mercúrio.

Durante a Lua Nova de dia vinte e três não será possível observar o nosso satélite natural por estar na direção do Sol o qual por estes dias está junto à estrela Régulo da constelação do Leão. A seu turno, durante o anoitecer de dia vinte e seis já iremos encontrar a Lua ligeiramente abaixo do planeta Marte e da constelação da Virgem.

Devido ao movimento de precessão da órbita lunar, a Lua só atingirá de novo o seu apogeu durante a tarde de dia vinte e nove. Por outro lado, devido ao movimento de translação terrestre, a Lua apenas voltará a atingir de novo a sua fase de quarto crescente quando estiver ao pé de Antares, a estrela gigante supergigante vermelha à cabeça da constelação do Escorpião, no último dia do mês.

Boas observações!

Fernando J.G. Pinheiro

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