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Gazeta da Europa – Vacinação contra a covid-19 – uma boa história europeia

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Gazeta da Europa – Vacinação contra a covid-19 – uma boa história europeia
Sofia Colares Alves Representante da Comissão Europeia em Portugal

Sofia Alves
representante da Comissão Europeia em Portugal

Depois de um ano sem precedentes, devemos começar 2021 com alento. A vacinação contra a covid-19 foi iniciada a 27 de dezembro de 2020 em toda a União Europeia, num emocionante momento de unidade. Estamos a negociar e a comprar doses de vacinas mais que suficientes para todos os europeus e também para os países nossos vizinhos.
A UE assegurou uma vasta carteira de vacinas com diferentes tecnologias, num total de 2,3 mil milhões de doses das vacinas mais promissoras. Três delas já receberam a luz verde da Comissão Europeia para a sua utilização e podem ser usadas pelos Estados-Membros. E isto em apenas seis meses, depois de, em junho de 2020, a Comissão ter apresentado uma estratégia europeia em matéria de vacinas, e no total respeito das exigentes normas de segurança que vigoram na Europa para a colocação deste tipo de produtos no mercado.
Podemos estar confiantes e com esperança por três razões. Primeiro, porque a Comissão Europeia negociou a mais vasta carteira de vacinas do mundo. Segundo, porque estamos bem preparados. Elaborámos uma estratégia europeia comum de vacinação demonstrando, mais uma vez, que é melhor sermos 27 parceiros a trabalhar em conjunto do que cada um a fazê-lo sozinho. Haverá questões a ir melhorando, passo a passo e de forma coordenada. Terceiro, porque estamos a lançar um programa de monitorização de vacinas que é único no mundo. Uma rede de milhares de instituições e peritos está a observar, em tempo real e ao longo das próximas semanas e meses, a eficácia do funcionamento das vacinas. É um processo complexo e novo. Aprendemos com ele todos os dias, mas estamos a conseguir fazer um caminho que equilibra a segurança e a urgência, porque estamos a fazê-lo juntos.
Teremos mais doses de vacina disponíveis em 2021 e estamos igualmente a apoiar os fabricantes no aumento da sua capacidade de produção para que possam dar resposta às necessidades da Europa. Da Europa e não só. Não estamos apenas a pensar em nós próprios, também queremos cuidar de todos os outros. Lideramos, desde o início da pandemia, com convicção no esforço de dar acesso à vacina aos países e comunidades que não têm, por si, essa capacidade, através de iniciativas como o COVAX. É parte do humanismo europeu e porque ninguém está seguro, enquanto não estivermos todos protegidos.
Uma vez vacinadas pessoas suficientes, poderemos começar a regressar à nossa vida normal. Até lá, temos de continuar a ser cuidadosos. Cabe-nos continuar a proteger as nossas famílias e também àqueles que nos rodeiam. Cabe-nos confirmar a informação de fontes credíveis, entender que há incertezas legítimas e arestas a limar durante o processo, mas sem dar alento a mitos nem a egoísmos. Que esta vacina e as provas que a ciência e os líderes nos dão, sirvam para nos proteger também de outros vírus letais que são a desinformação e a polarização de opiniões.
2021 é, por todas estas razões, um ano de esperança, de compromisso e de desenvolvimento. De esperança porque todos desejamos que a vida volte ao normal. De compromisso porque precisamos de nos continuar a proteger a nós e aos outros, fazendo uso das vacinas. E de desenvolvimento na ciência, na sociedade e no próprio projeto europeu. Só juntos conseguiremos continuar a superar esta pandemia e trabalhar para fortalecer o nosso modelo de sociedade – democrático, humano e inclusivo – que permite sairmos e reconstruirmos após este tornado rumo a uma Europa mais unida, sustentável, moderna e socialmente justa. ■

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