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Debater a inovação social é debater o futuro da Europa

A Inovação Social é um tema importante na agenda Europeia da convergência económica e social desde há mais de dez anos. E para fazer o balanço destes últimos dez anos, mas sobretudo para debater o futuro da Inovação Social na Europa, a Comissão Europeia organizou uma conferência dedicada a este tema, nos dias 27 e 28 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian. A conferência teve mais de 1800 inscrições e 130 oradores vindos de toda a Europa para trocarem experiências e ideias, para darem a conhecer projetos e para proporem soluções para que a Europa continue a ser o palco da Inovação Social a nível mundial. E também para que a Europa junte todos os esforços para que o desenvolvimento económico seja mais inclusivo, mais sustentável e fortemente alicerçado na inovação e no empreendedorismo social.
O debate sobre o futuro da Europa não pode subalternizar a sua dimensão social. Nesse sentido, o Comissário Carlos Moedas, responsável para a Investigação, Ciência e Inovação, anunciou a criação do Prémio Horizonte em Inovação Social, que vai premiar soluções de mobilidade inovadoras que permitam aos cidadãos mais velhos continuar a participar ativamente e com autonomia na vida social. O montante do 1º prémio será de 1 milhão de euros, incluindo mais quatro segundos prémios no montante de 250 000 euros cada.
Apoiar a Inovação Social é uma forma de chamar a sociedade civil e as empresas a colaborarem com o Estado e as instituições que tradicionalmente ajudam as pessoas mais carenciadas a encontrarem soluções para ajudarem pessoas que têm uma necessidade ou dificuldade especial: pessoas com dificuldade de mobilidade, pessoas com algumas limitações de saúde, físicas ou do foro psicológico. A ideia é levarem-nas a participarem de forma ativa na economia, na vida social e cultural das nossas sociedades. É uma forma de ajudar os outros, como também faz a filantropia. A inovação social é também “economia”, ou seja, são empresas (normalmente pequenas empresas) que têm um negócio, mas cujo objetivo último não é fazer lucro, mas sim o de resolver um problema de sociedade, fazendo amiúde recurso às novas tecnologias.
A Comissão Europeia procura  promover o desenvolvimento da Inovação Social concedendo vários tipos de apoio, tanto financeiros como não-financeiros.

A organização desta conferência representa um exemplo da vasta atividade que tem vindo a ser desenvolvida pela Comissão Europeia, presidida por Jean-Claude Juncker, em prol de um desenvolvimento socioeconómico mais inclusivo, nomeadamente através da promoção da agenda da Inovação Social.
O futuro passará certamente pela criação de condições que favoreçam o desenvolvimento duma sociedade aberta, com elevada mobilidade social mas retendo um alto grau de inclusão/coesão, alavancada pelas oportunidades criadas pela globalização, e pela revolução digital. A Inovação Social já é um tema incontornável quando pensamos no modelo social Europeu. Uma vez ultrapassada a crise financeira que assolou a Europa na primeira metade desta década, o crescimento económico dos últimos anos dá-nos agora uma folga para promovermos modelos de crescimento económico que sirvam para aumentar a nossa produtividade e, simultaneamente, reduzir as desigualdades sociais, favorecendo um crescimento económico mais inclusivo.

Sofia Colares Alves
Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal

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