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Estará a organização do Tour de França a pensar iniciá-lo em Óbidos?

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Com partidas anteriores na Irlanda, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Holanda, não é impensável que a Organização da Tour considerasse um começo em Portugal.
Estaria não só a prestar uma homenagem ao título de Rui Costa no Campeonato do Mundo de 2013, mas também é verdade que a Tour de França é um evento de mega merchandising hoje em dia.
A cobertura televisiva, em especial, trouxe enormes benefícios para as cidades que organizam em termos de turismo internacional e também, mas em menor grau, para a atratividade do estabelecimento de novas empresas e famílias na área.
Portanto, não seria impossível de acreditar, que Óbidos seria um excelente local de partida para a Tour de França de 2017.
Imaginem: a primeira etapa é, geralmente, um contrarrelógio de alguns 10 a 20 kms e seria fácil desenvolver um circuito que poderia revelar não só o melhor entre os especialistas de contrarrelógio, mas também mostrar ao mundo a excelência da Costa de Prata e, em especial, da área de Óbidos.
Tal evento também teria grandes benefícios para os habitantes locais do concelho de Óbidos.
Eu, pessoalmente, acredito que a maior desvantagem de Óbidos, como uma possível escolha, seria o estado muito degradado das estradas locais em Óbidos e arredores. A organização do Tour exige estradas a um padrão semelhante ao que foi providenciado para o ministro da educação recentemente, quando, antes da sua visita por ocasião da abertura da nova Escola Josefa d’Óbidos, a rota em torno das escolas foi rapidamente melhorada, de modo a dar-lhe a impressão de que o nível geral das obras rodoviárias em Óbidos e arredores era de um nível A1 em suavidade, sinalização e segurança. As ruas secundárias não tiveram o mesmo tratamento, mas o legado da visita do ministro está lá e nós temos que ser gratos por isso.
Se eu fosse o presidente da Câmara de Óbidos, eu certamente não mostraria a fantástica subida através da Capeleira para a Usseira aos inspetores da Organização da Tour na sua visita preliminar para verificar a viabilidade de Óbidos ser um local de partida. Esta estrada, em particular, está num estado pior do que a auto-estrada entre Bagdad e Kirkuk, após os recentes combates. Não só a superfície da estrada, mas também a sinalização. Guias, linhas de faixa, passadeiras e sinalização de locais perigosos são praticamente inexistentes.
Neste momento é considerado como “bom o suficiente para o contribuinte”, mas os inspetores franceses ficariam chocados com a visão. E, sem dúvida, o mundo ficaria, se o estado atual fosse mostrado na televisão.
Então, por isso, espero que em 2017 o Tour comece em Óbidos, que o contrarrelógio seja executado passando pela minha casa e, depois do pelotão deixar a área, todos nós possamos beneficiar de uma estrada para Óbidos, no estado em que deveria estar de há muitos anos para cá.

Martinus de Borst
Usseira

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