
No concelho das Caldas da Rainha, onde vivo e trabalho, não existe, por exemplo, um “Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios” (PMDFCI) aprovado e eficaz. Uma falha muito grave e incompreensível, a juntar a muitas outras lacunas e atrasos no que aos instrumentos de planeamento local das Caldas da Rainha diz respeito. Apesar do PMDFCI ser obrigatório para todas as autarquias desde 2009, a verdade é que o concelho das Caldas da Rainha ainda não tem um plano aprovado e eficaz. Esta situação é absolutamente inaceitável para todos os Caldenses, ainda para mais agora depois dos trágicos incêndios de Pedrógão Grande, concelho onde ardeu mais de 90% de todo o seu território! Como não há PMDFCI eficaz, também não tem havido investimento nos sucessivos planos e orçamentos camarários das Caldas da Rainha ao longo dos últimos 9 anos, com todas as consequências negativas que daí podem advir para os Caldenses e para o território que habitam. O concelho das Caldas da Rainha tem zonas de risco de incêndio identificadas, assim como espaços de elevado valor ambiental e paisagístico, como o Paúl de Tornada e a Mata das Mestras. No centro da cidade o município é agora também responsável pela concessão dos espaços envolventes do Hospital Termal, o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha Dona Leonor. Estes espaços não devem servir apenas para enquadramento de festas, devem também ser objecto de medidas eficazes na sua defesa e proteção.Por todos este motivos, é urgente e inadiável a aprovação do PMDFCI nas Caldas da Rainha! Mas os Caldenses não devem aceitar um plano qualquer, devem exigir um plano informado e participado por todos! A bem da segurança de todos os Caldenses e também do planeamento do nosso território, instrumento fundamental do desenvolvimento económico e social do nosso concelho!