A sociedade civil tem inércias que tornam difícil que organizações de cidadania tenham uma grande dinâmica, especialmente nos países do sul da Europa, como Portugal. Nas Caldas foi criado o Conselho da Cidade há já mais de uma década e com muitas difi culdades tem mantido uma actividade aceitável, embora nunca tenha mobilizado grandes massas populares, apesar de muitas das questões em que se envolve terem interesse para a sociedade em geral. Não admira que quando queiram formar listas para dirigirem os destinos da associação, tenham difi culdade em juntar um conjunto de cidadãos sufi cientes para assegurar o seu funcionamento normal. Ao longo da sua já interessante existência, o Conselho da Cidade passou por estas difi culdades, razão pela qual foi surpreendente e entusiasmante que se tenham apresentado duas candidaturas ao próximo mandato. Esta situação merece a distinção de Zé Povinho e o elogio para os dois grupos de cidadãos que se dispuseram a, de certa forma, sacrifi car alguns dos seus tempos livres em benefício da colectividade em geral e sem qualquer contrapartida em troca. O Conselho da Cidade está, pois, de parabéns, esperando-se agora que todos participem nas próximas iniciativas.
