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Trabalhabilidades – Mobbing: terrorismo laboral

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Numa era em que infelizmente o terrorismo anda na ”boca do mundo”, saiba que em contexto laboral, também existe, e é conhecido como “Mobbing”, semelhante ao bullying e assédio moral, neste caso, cometido nas relações entre adultos. Estima-se que só na europa existam 14 milhões de trabalhadores sejam vítimas de forma continuada, com um objetivo claro, levar ao autodespedimento. O aspeto também curioso é que as vítimas são na sua maioria mulheres, que
Este terrorismo ocorre no local de trabalho e traduz-se em comportamentos violentos, quer seja do ponto de vista físico ou psicológico, que são levados a cabo repetidamente por um indivíduo ou um grupo de indivíduos, causando dor e angústia a outro que com eles mantém uma relação desigual de poder. Pode de facto acontecer a qualquer um, mas os alvos fáceis são, regra geral, mais jovens, com maior qualificação académica ou preparação, mais cumpridores, com maior sensibilidade e necessidade de aprovação e reconhecimento dos outros. São vistos no trabalho tids como uma ameaça a terceiros ou aos padrões instituídos de trabalho. Geralmente este fenómeno reflete-se em profissões muito stressantes ou com elevada responsabilidade, profissões com forte necessidade de interação e interdependência continuada com colegas e superiores, profissões em locais com falta de recursos, por exemplo.

É importante informar que existem dois tipos de mobbing, o predatório, onde não existe um incidente” crítico” que a despolete, sendo apenas causada por razões conjunturais, é inerente ao exercício de liderança promovido internamente, em prol de uma gestão “firme” e ainda o competitivo, que tem como base o conflito e disputa laboral, com retaliações.
Os comportamentos que denunciam este quadro são vários, destruir o material de trabalho onde a vítima trabalha, ignorar a vítima, através do “tratamento de silêncio”, mesmo quando esta interpela o agressor ou se dirige a ele por motivos profissionais, difamar ou denegrir publicamente a imagem da vítima, com recurso a intrigas, comentários jocosos, queixas aos superiores, agredir fisicamente a vítima com a provocação fazer insinuações de natureza sexual ou, aplicar práticas punitivas discricionárias. Atitudes que criam efeitos devastadores tais como stress crónico, ansiedade, depressão, perturbações do sono, baixa autoestima, desinteresse pelo trabalho e falta de motivação, baixas psiquiátricas e até suicídios etc. O que diretamente cria a falta de produtividade da vítima, contribuindo para a perda de estatuto no contexto de trabalho.
Portanto toda a ação despoleta uma reação, e apesar desta relação de poder desigual, propositadamente criada, o individuo deve reagir, falar com pessoas dentro e fora do local de trabalho sobre o que está a acontecer, recorrer a associações de apoio a vítimas de mobbing para se aconselhar, expor o caso à Administração da empresa e/ou recorrer à queixa judicial.
Este artigo visa consciencializar para um hábito, negativo e penoso, no mercado de trabalho, onde se espera um ambiente harmonioso e profissional, que idealmente deveria promover a realização profissional, a satisfação e equilíbrio pessoal, para não só chamar o colaborador à missão da empresa, mas também fomentar o sucesso da mesma. A intenção é criar maior ligação social entre as pessoas, facultar apoio psicológico aos colaboradores, capacitar as chefias para detetar comportamentos associados ao mobbing e evitar a competitividade que deem azo a este tipo de perversidade.
O Código do Trabalho proíbe expressamente a entidade empregadora de obstar injustificadamente o trabalhador à prestação de trabalho e regula o direito à integridade física e moral do empregador e trabalhador, legislando e punindo recentemente de forma clara, o conceito de assédio reconhecendo-o como “todo o comportamento indesejado (…) praticado aquando do acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objetivo de afetar a dignidade da pessoa ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador”.
A crise, a competitividade, a frustração não podem ser desculpas para o terrorismo moral, mas antes motivos que promovam a criatividade, a união de equipas e a vontade de fazer mais e melhor porque “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.”

Tânia Rosa,
HR Consultant

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