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Três organizações de produtores investem 2,6 milhões de euros em fábrica de transformação de fruta

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Três organizações de produtores investem 2,6 milhões de euros em fábrica de transformação de fruta
A futura fábrica vai produzir farinhas, bolachas e fruta desidratada

Em Valado dos Frades está a ser construída a fábrica da Alitec, um consórcio que envolve três organizações de produtores do Oeste, entre as quais a Frutalvor, das Caldas. Trata-se de uma unidade de transformação de fruta fresca em desidratada, farinhas e bolachas no Valado dos Frades, que representa um investimento de 2,6 milhões de euros e criará, para já, 10 postos de trabalho.

Três organizações de produtores do Oeste – a Frutalvor das Caldas da Rainha, a Campotec de Torres Vedras e a NarcFrutas de Alcobaça – juntaram-se num consórcio (Alitec) para construir uma fábrica de transformação da fruta fresca em desidratada, farinhas e bolachas. Este é um investimento de 2,6 milhões de euros (com apoio financeiro da União Europeia de 785 mil euros e apoio financeiro público nacional de 139 mil euros) que permite dar valor à fruta chamada feia, mas também às cascas e sementes. A unidade fabril ficará situada na Área de Localização Empresarial do Valado dos Frades.
A ideia é responder à procura resultante das novas tendências alimentares, reduzir os desperdícios e aproveitar sinergias, valorizando os produtos endógenos. A fábrica terá capacidade para transformar três mil toneladas de fruta e legumes por ano, especialmente maçã. Com uma particularidade: não é adicionado nenhum produto químico à fruta.
O projecto começa com uma dezena de trabalhadores, mas estima-se que a curto prazo possa dobrar este número.
Jaime Sobreiro, presidente da Frutalvor, referiu à Gazeta das Caldas a importância deste projecto, porque cria valor “na fruta que tem o mesmo sabor e boas características gustativas, mas que tem pequenos defeitos epidérmicos, como menos cor ou um toque”. Por outro lado, refere, “passamos a conseguir abranger parte dos consumidores que não come fruta fresca”. É, portanto, “mais um complemento ao nosso crescimento”.
Sobre a quantidade de fruta que poderá a Frutalvor escoar para esta fábrica, diz que ainda é cedo para saber. “Com o produto no mercado é que podemos pensar nas quantidades, mas será a menor possível, porque o nosso negócio é a venda em fresco”, afirmou, acrescentando que o objectivo é que seja “tudo o que for frutas chamadas de segunda”.
Por outro lado, a quantidade depende ainda dos acidentes atmosféricos e condições climatéricas, que tem influência na quantidade de fruta com toques ou com menos cor. Actualmente, esta fruta era encaminhada, por exemplo, para a indústria dos sumos.
Jaime Sobreiro realça o facto de três organizações de produtores trabalharem em conjunto. “É um investimento muito grande só para uma organização de produtores, mas em conjunto podemos fazer um trabalho diferente e melhor”, descreveu. Um dos exemplos é a tecnologia de ponta com que arranca o projecto, que inicialmente esteve previsto para Alfeizerão, para a Quinta do Vale da Cela, tendo depois seguido para o Valado dos Frades, após ter recebido um parecer negativo (que era meramente informativo e não vinculativo) em Assembleia de Freguesia.

 

Frutalvor investe em expansão da zona de frio

A Frutalvor representa 25 produtores, com uma área de produção de quase 500 hectares (divididos praticamente em partes iguais entre a pêra rocha e a maçã de Alcobaça).
No último ano, passaram pela central 13 mil toneladas e este ano 11 mil. “Foi um ano difícil no campo, houve quebras de produção que podem ou não ser compensadas pelo preço”, afirmou Jaime Sobreiro, notando a influência de factores como a existência de poucos frutos logo no início, uma floração tardia e muito heterogénea e um pico de calor em Julho.
A Frutalvor emprega cerca de 80 funcionários e está a preparar uma ampliação para ter mais capacidade na zona de frio. A ampliação custará 1,2 milhões de euros e permitirá armazenar mais 2500 toneladas de fruta. “Este aumento é feito porque os nossos sócios estão a aumentar a produção e temos de ter capacidade para a conservar nas devidas condições”, explicou, esclarecendo que este aumento se deve, por um lado, à plantação de novos pomares e por outro à reestruturação de pomares antigos.
No último ano a Frutalvor registou um volume de negócios de 8,4 milhões de euros. Exporta cerca de 60% da sua produção, sendo os principais mercados o inglês, o brasileiro, o francês, o marroquino, o alemão e o polaco. Em 2019 há a possibilidade de entrar no México e Colômbia.

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