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Oficina do Biscoito recupera nas Gaeiras sabores das receitas conventuais

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Oficina do Biscoito recupera nas Gaeiras sabores das receitas conventuais

 

Lembrando os tempos em que as latas de biscoitos escondiam sabores únicos que eram envolvidos numa chávena de chá ou de café, a Oficina do Biscoito produz biscoitos, bolachas e bolos de forma artesanal. A empresa, propriedade do casal Helena Trovão e Paulo Baptista, funciona na antiga escola do primeiro ciclo da Quinta da Marquesa (Gaeiras) e, além da produção artesanal, dinamiza workshops.
A par com esta empresa da área alimentar, funcionam no mesmo espaço, outras quatro, ligadas ao desenvolvimento de aplicações, informática e marketing.

Farinha de trigo, açúcar, ovos frescos, gorduras e aromas naturais são os ingredientes utilizados na produção dos biscoitos, bolos e bolachas. A escolha das matérias-primas é criteriosa e exigente, privilegiando a qualidade e frescura, assim como produtos sem corantes nem conservantes adicionados, utilizando sempre as receitas tradicionais de família.
Tanto Helena Trovão como o marido receberam um espólio importante de receitas, proveniente de tias que eram freiras, no Convento de Odivelas e de Torre de Moncorvo. “Chegaram-nos uma série de receitas e documentos, entre eles um manuscrito da segunda metade do século XVIII”, conta Paulo Baptista, acrescentando que tiveram que converter para as medidas actuais muitas das unidades utilizadas na época. A alteração estendeu-se também a alguns dos ingredientes utilizados, como é o caso da banha, que aparecia em praticamente todas as receitas, e a farinha, que tiveram que testar diversas qualidades para encontrar a que garantia texturas semelhantes às das receitas originais.

Antigas receitas e produtos tradicionais dão origem a bolachas e biscoitos actuais

O projecto nasceu depois de Helena Trovão ficar desempregada. Em vez de ficar a receber o subsídio de desemprego, resolveu apostar num negócio por conta própria, contando com o apoio do Centro de Emprego. Com um investimento inicial na ordem dos 20 mil euros, a Oficina do Biscoito, contou com um financiamento do Centro de Emprego na ordem dos 75% desse montante.
Paulo Baptista por enquanto é professor, mas está já há dois anos em casa pois está com horário zero (sem turmas a quem leccionar). “Apesar de ter 23 anos de serviço e pertencer aos quadros do Ministério há já 20 anos, a segurança que existia nessa altura não é a que temos hoje e aquilo que se avizinha é vir para casa também, pelo que decidimos apostar neste negócio”, explicou à Gazeta das Caldas.
O casal conta com mais uma colaboradora pontual. À medida que o projecto se consolide pretendem recorrer ao centro de emprego para obter mais colaboradores, ou à possibilidade de jovens ali fazerem o seu estágio profissional, tendo já contactado a Escola de Hotelaria e Turismo nesse sentido.
O projecto foi apresentado à autarquia de Óbidos e à Obitec (entidade que gere o Parque Tecnológico), que lhes criaram condições para se instalar na antiga escola do primeiro ciclo da Quinta da Marquesa, actualmente integrada no centro de incubação ABC – Apoio de Base à Criatividade, existente no Convento de S. Miguel, nas Gaeiras.
A empresa da área alimentar tem que obedecer a uma série de processos e normas, que são implementados e garantidos por Helena Trovão, que é engenheira agro-industrial e possui mestrado em Segurança Alimentar. “Uma das apostas consiste em marcar a diferença através da qualidade do produto final, tanto em termos de segurança alimentar como de sabor”, realça Paulo Baptista.
Para além da produção e comercialização dos doces, a Oficina do Biscoito aposta também na realização de workshops, com um custo de 25 euros, a decorrer aos fins-de-semana e direccionados para famílias ou crianças. O tempo médio da acção é de três horas, durante as quais cada pessoa terá oportunidade de confeccionar dois tipos de biscoitos e aprender o “segredo” do pão de ló tradicional. A seguir à confecção será oferecido um lanche onde os participantes poderão degustar o que fizeram e levar para casa uma caixa com biscoitos um certificado de participação.
“Pensamos que é óptimo para as famílias”, refere o responsável, acrescentando que têm-se apercebido que as pessoas não sabem como é feito um biscoito nem os ingredientes que são utilizados na sua confecção.
Os interessados em obter mais informações poderão contactar a empresa através dos tel. 966248318 e 962612689 ou do e-mail oficina.biscoito@gmail.com

Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt

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