Agência de viagens mantém rota de crescimento e vai abrir quinta loja no início de fevereiro, em Ferrel
A Oestetur assinalou 15 anos de atividade com uma gala que reuniu cerca de 250 pessoas entre clientes, amigos, fornecedores e autarcas, num momento pensado para celebrar um percurso de crescimento contínuo na região e além do Oeste. A empresa, que nasceu nas Caldas da Rainha e Lourinhã e se expandiu a Peniche e Ribamar, prepara agora a abertura de uma quinta agência, em Ferrel, confirmando a aposta numa presença cada vez mais próxima dos diferentes mercados.
A noite de sábado, 17 de janeiro, foi uma comemoração “com os nossos amigos, com os nossos clientes”, em que a equipa fez “uma perspetiva do que foram estes 15 anos e o que serão os próximos 15”, refere Cristiana Lopes, sócia da Oestetur, acrescentando que se tratou de “um momento marcante” para a empresa.
A gala incluiu momentos de homenagem “a alguns fornecedores, clientes e funcionários” que acompanham a empresa desde o início. “Não queríamos deixar passar esta data sem fazer esse reconhecimento a algumas pessoas e empresas que sempre nos acompanharam e contribuíram para que tudo corresse bem”, sublinha Cristiana Lopes.
A Oestetur começou com duas empreendedoras, Vera Silva e Cristiana Lopes, que, depois de uma experiência em franchising, decidiram criar marca própria e instalaram as primeiras agências nas Caldas da Rainha e na Lourinhã, antes de avançarem para Peniche. “A empresa começou com duas pessoas, comigo e com a Vera. E depois juntou se a nossa terceira sócia, a Lídia Leal. E estamos juntas neste caminho que está a correr tão bem”, recorda Cristiana Lopes, admitindo a ambição de que continue assim “durante os próximos 15, 20, 30 anos”.
Hoje a equipa soma três sócias e um total de nove pessoas, distribuídas pelas agências das Caldas, Lourinhã, Peniche e Ribamar. Na gala foi anunciada a abertura de um quinto espaço em Ferrel, já no início de fevereiro, decisão justificada por se tratar de um mercado diferente do de Peniche. “Muita gente de Ferrel vem aqui à agência das Caldas, então pensámos abrir lá. É uma zona com muita procura e com muita gente que viaja”, nota Vera Silva.
Grupos e cruzeiros em crescimento
A empresa mantém a oferta completa de uma agência de viagens – “fazemos tudo o que os outros colegas fazem”, desde viagens individuais, voos, hotéis, pacotes, lua de mel ou cruzeiros – mas identifica nas viagens em grupo, acompanhadas “por nós”, um dos principais motores do crescimento recente. “Estes nossos grupos são muito procurados porque nós temos um acompanhamento 24 horas”, com um elemento da agência a viajar “desde que saímos de cá até regressarmos novamente”, destaca a sócia e fundadora da empresa.
Essa presença permanente é o que faz “toda a diferença, os clientes gostam imenso disso”, acrescenta. A fórmula funciona sobretudo junto de uma faixa acima dos 65 anos, mas também para outros públicos principalmente em destinos mais exigentes, onde “as pessoas se sentem mais confiantes em viajar acompanhadas do que irem sozinhas”.
O segmento dos cruzeiros tem sido outro pilar do negócio, com a Oestetur a receber, em 2024 e 2025, distinções de parceiros internacionais pela performance neste produto. “Tem sido o culminar do crescimento constante da Oestetur e do reconhecimento por parte dos nossos parceiros”, descreve Cristiana Lopes. O leque de destinos inclui saídas de Lisboa e Barcelona, ilhas gregas, fiordes e Caraíbas, entre outros. Cristiana Lopes destaca que este tipo de viagem, que permite “acordar cada dia num sítio diferente”, é um tipo de experiência que está a atrair muitos clientes de diferentes tipologias.
O crescimento associa-se à confiança que os clientes têm depositado na Oestetur, aliado ao próprio comportamento do mercado, que tem crescido de forma considerável alimentada pelo “efeito pós Covid”. Vera Silva nota que, depois da paragem pandémica, “mundialmente [o turismo] evoluiu muito, e nós também”, acrescentando que, desde 2023, “mais do que duplicámos as saídas” de grupos próprios. Essa dinâmica já ultrapassa a base no Oeste, com clientes a chegarem um pouco de todo o país, com clientes em Lisboa, Braga, Fundão ou Campo Maior, apontam as sócias.
A expansão apoia se numa ideia central. “Vendemos sonhos, mas vendemos acima de tudo confiança”, aponta Cristiana Lopes. Um valor que diz ver reconhecido quando clientes percorrem dezenas ou centenas de quilómetros para conhecer a equipa antes de confirmar a viagem.
Quanto aos destinos mais em voga, nos grupos organizados, “os circuitos nas cidades europeias” e os roteiros pela Ásia e Oriente estão entre as propostas mais procuradas. Na vertente individual destacam se Cabo Verde, Caraíbas, Turquia e Itália, a par de produtos de proximidade, como espetáculos em Portugal e Espanha, fados ou cruzeiros no Douro, que a agência organiza com regularidade.
Para as sócias, o segredo está em combinar diversidade de oferta com um relacionamento próximo que, em cada viagem, transforma grupos de desconhecidos em “viagens em famílias alargadas”, mantendo viva a ideia de que, 15 anos depois, “a Oestetur está a seguir caminho, está a crescer”.