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Digitalização ao serviço do comércio local caldense está a chegar

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Digitalização ao serviço do comércio local caldense está a chegar
A apresentação do projeto mostrou a imagem que lhe vai ficar associada

Bairro Comercial Caldas da Rainh@ deu-se a conhecer, já tem imagem definida e expectativa é que as vendas online comecem em meados deste ano

O Bairro Comercial Caldas da Rainh@ é uma das 95 candidaturas aprovadas no âmbito do projeto Bairros Comerciais Digitais, promovido pelo IAPMEI e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O projeto caldense foi apresentado no passado dia 7 de março, com o objetivo de este revitalizar o comércio local através da digitalização, sem perder a essência do comércio tradicional.

“Caldas da Rainha sempre foi conhecida como um centro comercial a céu aberto. Queremos manter essa identidade, mas com novas ferramentas que nos permitam crescer e enfrentar os desafios do futuro”, afirmou Sara Lopes, coordenadora do projeto.

“Quando falamos de Bairro Comercial Digital, não estamos a dizer que as lojas têm de mudar para o digital e abandonar o comércio físico, muito pelo contrário. O que queremos é criar novas fontes de receita, novos públicos e, sobretudo, novas oportunidades para o comércio local”, acrescentou, reforçando que a presença online expandir a visibilidade dos comerciantes.

O projeto assenta numa plataforma digital onde os comerciantes poderão promover e vender os seus produtos e serviços. Esta plataforma contará com um Marketplace integrado, permitindo a realização de vendas online, a marcação de serviços e o agendamento de visitas.

“O Marketplace será uma ferramenta acessível para todos, independentemente do nível de literacia digital de cada comerciante. Queremos que seja simples, intuitivo e adaptável às necessidades de cada um”, reforçou a coordenadora.

A plataforma digital, que será, no fundo, como um grande centro comercial disponível online que concentra todos os estabelecimentos aderentes, terá funcionalidades inovadoras, como experiências de realidade aumentada e virtual, que permitirão aos clientes explorar produtos e lojas de forma interativa.

A inovação estende-se à criação de cacifos inteligentes, que permitirão aos clientes recolher as suas compras fora do horário de funcionamento das lojas, garantindo maior flexibilidade a quem compra. “Imagine que um cliente quer comprar um queijo na Praça da Fruta, mas não consegue passar durante o horário de funcionamento. Com os cacifos inteligentes, ele poderá comprar online e recolher o produto à hora que lhe for mais conveniente”, exemplificou Sara Lopes.

Alguns destes cacifos serão refrigerados, pensados particularmente para produtos frescos, colocando, assim, a plataforma também aos serviços dos vendedores da Praça da Fruta.
O projeto também contempla outras ferramentas, como a indicação, para os visitantes, dos parques de estacionamento e dos lugares disponíveis, em tempo real.

Apoio ao turismo e à diáspora
O Bairro Comercial Caldas da Rainh@ também pretende atrair turistas e residentes estrangeiros. Para isso, a plataforma digital será multilingue e incluirá roteiros turísticosque combinam comércio e cultura.

“Queremos que um turista possa descobrir as lojas históricas da cidade, explorar o artesanato local e, se gostar de um produto, possa comprá-lo e recebê-lo em casa, sem precisar de transportá-lo durante a viagem”, explicou a coordenadora do projeto.

Outra aposta será o mercado da diáspora portuguesa, permitindo que emigrantes comprem produtos típicos da região e os recebam nos países onde residem.

A coordenadora do projeto disse que muitas das lojas caldenses podem já ter expedição de produtos, mas sublinhou que, ao negociar em conjunto com transportadoras e outros fornecedores de serviços, o comércio caldense ganha escala e poderá, por isso, beneficiar de melhores condições nestes serviços.

A capacitação dos empresários é outros dos pilares do projeto. Para garantir que os comerciantes aproveitam ao máximo as ferramentas digitais, será implementado um plano de formação gratuito, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste.
As formações terão cursos de curta duração (3 a 6 horas), em horários compatíveis com a rotina dos comerciantes, e abordarão temas como marketing digital, redes sociais, fotografia de produto, gestão de clientes, otimização de vendas online, entre outros.
“O importante é começar. Mesmo que a presença digital seja pequena no início, queremos que seja profissional e eficaz”, acrescentou.

Sara Lopes acrescentou que outra das dimensões do projeto visa fortalecer os laços de comunidade do comércio caldense e sublinhar a identidade destes negócios, muitos deles que atravessam gerações. O podcast “Achas que conheces?” surge neste âmbito, numa parceria com a loja do Sr. Jacinto, para dar a conhecer quem está por detrás de cada negócio.

Na apresentação do projeto, na qual foi divulgada a imagem institucional, Vítor Marques, presidente da Câmara das Caldas da Rainha, reforçou o compromisso do município com o projeto.

“Este é um investimento que ultrapassa 1 milhão de euros e que acreditamos que terá um impacto muito superior no dinamismo económico da cidade. O comércio tradicional tem futuro, mas precisa de inovação e cooperação entre todos”, afirmou.

Também Gustavo Fernandes, representante da Direção-Geral das Atividades Económicas, destacou a importância da iniciativa a nível nacional. “O que está a acontecer nas Caldas da Rainha está a acontecer em outros municípios do país. O objetivo é criar uma rede de bairros comerciais digitais, que fortaleçam o comércio local e promovam a identidade de cada região”, explicou.

O Bairro Comercial Caldas da Rainh@ já tem em funcionamento as redes sociais e o site que alojará o Marketplace, em caldasbairrocomercial.pt. A plataforma deverá estar funcional no verão deste ano e tem potencial para chegar a cerca de 500 comerciantes e prestadores de serviços. Apesar de o bairro estar constituído numa área geográfica circunscrita, Sara Lopes acrescentou que “nenhum comerciante que queira aderir vai ficar de fora por não estar nessa área geográfica”.

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