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Provedor da Misericória de Alfeizerão admite recorrer aos tribunais para evitar exoneração

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Provedor da Misericória de Alfeizerão admite recorrer aos tribunais para evitar exoneração
Em Novembro de 2019, José Monteiro de Castro participou nas comemorações do 24º aniversário da refundação da instituição

José Luís Monteiro de Castro não se conforma com a decisão tomada pela reunião de 28 de Agosto da assembleia geral da Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão, que o destituiu das funções de provedor, aceitou a demissão de elementos da Mesa Administrativa e marcou eleições parciais para os órgãos sociais da instituição.
Considerando que “a convocatória” da assembleia “é irregular”, o ex-dirigente considera que as decisões tomadas “são nulas e de nenhum efeito, por violação de estatutos” e, por isso, considera-se “provedor de pleno direito da Misericórdia até ao final do mandato”, que termina em Dezembro de 2022.

O assunto “já chegou ao conhecimento do Patriarcado” e José Luís Monteiro de Castro admite, inclusivamente, “recorrer aos tribunais, se necessário for” para reverter a decisão tomada pela irmandade.
“Os superiores interesses da Misericórdia estão acima de tudo e tudo farei para não chegar ao ponto de ir para tribunal, mas se tiver de ser, assim será”, afirma à Gazeta das Caldas o homem que, em três anos, foi alvo de duas propostas de exoneração do cargo de provedor.

“Não tenho ido à instituição para não gerar conflitos, mas uma coisa é certa: a assembleia geral não tinha poderes para analisar pedidos de demissão, nem para destituir o provedor”, salienta o professor universitário, que garante “tudo ter feito” para convencer os órgãos sociais da instituição “para não avançarem com o processo” de exoneração.

“Além do mais, a assembleia era exclusiva a irmãos e estiveram presentes dois advogados, que não fazem parte da irmandade, e que não deveriam ter participado na assembleia”, considera o alfeizerense, que será substituído no cargo por Fernando Segismundo.
Contactado pela Gazeta das Caldas, o presidente da Assembleia Geral da Misericórdia de Alfeizerão não se quis alongar em comentários relativamente às declarações de José Luís Monteiro de Castro.
“Continuo a dizer que os problemas da Santa Casa, segundo o compromisso da mesma, resolvem-se no seio da Santa Casa e não na praça pública”, frisou o dirigente máximo da instituição.

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