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Clubes desportivos ganham com alunos da ESDRM

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Clubes desportivos ganham com  alunos da ESDRM
O conhecimento científico ao nível do treino melhora o trabalho realizado nos clubes

Há uma ligação directa entre a evolução ao nível do treino nos clubes da região e a Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Todos os anos a escola coloca em estágio cerca de 70 alunos, a maior parte opta por ficar próximo da escola. A procura pelos estagiários já é maior do que a oferta

Todos os anos saem do curso de treino desportivo da Escola Superior de Desporto de Rio Maior entre 70 a 80 novos treinadores, cuja maioria realiza os seus estágios curriculares em clubes da região.
A parceria permite aos alunos evoluírem em contexto de trabalho e aos clubes o acesso a conhecimento científico e novos métodos de trabalho, numa relação em que todos ganham.
“Para nós é extremamente importante, porque nos permite uma colocação directa ao mercado. Temos que formar de acordo com as necessidades que o mercado propõe”, diz João Paulo Costa, professor que coordena a unidade de estágios da ESDRM.
A maioria dos alunos opta pela área do futebol, entre 85% e 90%, mas o leque de modalidades é bastante abrangente. Depois do “desporto-rei”, com 52 de 75 alunos estagiários, as modalidades mais procuradas este ano foram o futsal e a natação, com sete alunos. Seguiram-se o atletismo com dois e depois, com um, o basquetebol, o ciclismo, a ginástica, o judo, o kickboxing, o taekwondo e o voleibol.
João Paulo Costa tem observado algumas mudanças nas opções de estágio dos alunos, que hoje são muito mais influenciados pelos factores sócio-económicos. “No início vinham 5 ou 6 carros de Lisboa todos os dias, hoje são pontuais os alunos que o fazem. Preenchem vagas na sua área de residência – Caldas, Benedita, Rio Maior -, tanto no futebol como nas outras modalidades. Isto porque quanto mais alargado for o triângulo casa, escola e entidade acolhedora, maior será a despesa do aluno”, explica. O professor acrescenta que, em muitos casos, também influencia a própria relação que o aluno tem com o clube, por exemplo, se é ou foi lá jogador.
Apesar desta questão sócio-económica, hoje a escola tem uma abrangência nacional no seu plano de estágios. Este ano, a amplitude geográfica foi entre Famalicão e Faro. E ainda existem estágios a decorrer ao abrigo do programa Erasmus, nomeadamente com programas internacionais ao nível do judo e da natação.
João Paulo Costa realça que, para o próximo ano lectivo, a procura por estagiários da ESDRM já é maior do que a quantidade de alunos do curso, o que permite aos alunos a possibilidade de escolha.
A maioria dos alunos realiza os seus estágios nos escalões jovens, embora isso se deva também por questões regulamentares. Por exemplo no futebol, o aluno só pode estagiar numa equipa sénior caso já tenha o nível 1 de treinador.
Esta relação também tem, porém, um senão. “As pessoas associam o aluno estagiário a mão-de-obra qualificada gratuita, algo contra o qual temos lutado. Pedimos, até de forma descarada, ajuda pelo menos para as despesas, porque os alunos estão a fazer o seu percurso e acrescentam valor aos clubes”, refere. A situação actual contrasta com um passado não muito longínquo em que os estagiários tinha vencimento.

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