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O advogado caldense que ganhou mais de quinhentos troféus em várias modalidades

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O advogado caldense que ganhou mais de quinhentos troféus em várias modalidades
Era o atleta mais antigo do Caldas SC e, por isso, coube-lhe agradecer publicamente à equipa que subiu à 1ª Divisão em 1955

Calheiros Viegas é um nome incontornável do desporto caldense, tendo recebido a medalha de bons serviços desportivos. Destacou-se no ténis e no ténis de mesa e em 1955, por ser o mais antigo atleta do Caldas SC, coube-lhe a responsabilidade de agradecer publicamente à equipa que subiu à 1ª Divisão nacional. Faleceu em Dezembro de 1986, mas ficou na história do desporto das Caldas.

Há quem saiba praticar muito bem uma modalidade e se consegue, por isso, destacar. E, depois, há quem domine várias modalidades e, ainda assim, se consiga evidenciar. Esse era, sem dúvida, o caso de Francisco de Quental Calheiros Viegas, considerado o “mais eclético” campeão do desporto caldense, pois conquistou mais de quinhentos troféus em diversas modalidades ao longo de uma carreira que ficou para a história.

Descrito como “o atleta e dirigente mais representativo do Caldas Sport Clube” no livro “Figuras e factos da história do desporto caldense”, de Mário Lino, Calheiros Viegas, nascido em 1911 em Lisboa, era um proeminente advogado e professor, tendo leccionado na Escola Industrial e Comercial, que hoje dá lugar à Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.

“Homem de uma personalidade desportiva indiscutível, carregada de uma extraordinária sensibilidade humana e dotado de uma simpatia e de um ‘fair-play’ com características muito próprias, que o definia entre os seus pares da época”, este eclético campeão destacou-se, sobretudo, no ténis e no ténis de mesa.

A apetência pelo “ping-pong” afirmou-se nos torneios de Verão na Praia das Maçãs, em Sintra. E era um purista da modalidade, dado que privilegiou a utilização de raquetes de madeira revestidas com pano de bilhar, mesmo após o surgimento das raquetes de borracha…

As suas qualidades levaram-no a representar a secção de ténis de mesa do Sport Lisboa e Benfica, onde se notabilizou.

Segundo rezam as crónicas, Calheiros Viegas coleccionou mais de quinhentos troféus, entre competições distritais e nacionais, participando, também, em muitas dezenas de selecções e vencendo meia centena de campeonatos e torneios. “Nenhum outro atleta o alcançou e muito menos o excedeu”, descreve Mário Lino.

O caldense foi, durante muito tempo, o mais antigo jogador do Caldas SC e, por isso, acabou por ser escolhido, em 1955, para fazer o agradecimento público à equipa do clube que ascendeu à 1ª Divisão nacional na temporada 1954/55.

Foi, ainda, o primeiro presidente do Clube de Ténis das Caldas, que ajudou a fundar em 1955. E em memória do dirigente, o clube organiza todos os anos, no mês de Março, um torneio destinado a veteranos e que consta no calendário da Federação Portuguesa de Ténis. A prova só não se realizou este ano devido à pandemia, mas a memória que liderou o clube desde 1981 até ao dia da morte, em 29 de Dezembro de 1986, será impossível de apagar.

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