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Jogar pelos seniores do Caldas foi concretizar de um sonho

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Jogar pelos seniores do Caldas  foi concretizar de um sonho
Gonças com algumas das camisolas do seu percurso de 12 anos pelos escalões jovens do Caldas, que guarda com orgulho

Ainda júnior, Gonças já leva sete jogos pela equipa principal do Caldas. Agora quer ajudar na subida à 3ª Liga

Chama-se Gonçalo Barreiras, mas no Caldas toda a gente o conhece por Gonças. Tem 19 anos, é ainda júnior, e tem sido uma das surpresas da época dos alvinegros. Lançado no Caldas-Torreense, no qual um surto de covid-19 limitou as opções de José Vala, deu nas vistas e, entretanto, já soma sete partidas pela equipa principal. Desde João Pinto (8 partidas), na época 1997/98, que um júnior não jogava tanto na equipa principal do clube.
Gonças fez a pré-temporada com o plantel principal, mas seria integrado na equipa de juniores que ia competir no nacional. Porém, a prova não chegou a arrancar e o médio foi integrado na equipa B, até voltar a ser chamado para o jogo com o Torreense, em conjunto com cinco jogadores da B.
“Fiquei um bocado nervoso quando soube que, pelo menos, íamos ao banco”, recorda o camisola 16. E quando entrou… “Não há palavras para descrever, é um sonho tornado realidade. Depois de tantos anos do outro lado [na formação] e aqui na bancada a ver e a apoiar”, descreve Gonças.
Nesse dia, pôde também jogar, pela primeira vez, ao lado de um dos seus primeiros treinadores: Simões. “A maior parte dos jogadores que estava no banco foi treinada por ele nos infantis. Era nosso ídolo. Às vezes ele dava uns toques na bola e nós ficávamos ali a admirá-lo”, conta.

“O Caldas é o clube do meu coração. Gostava de seguir os passos do Simões e do Militão”

Gonças

O médio teve o mérito de agarrar a oportunidade. O segredo, acredita que foi a garra. “Uma das minhas características é dar tudo, bem ou mal. Dei o meu melhor e quero contribuir mais ainda para ajudar o Caldas, nem que seja na bancada a gritar”, exclama.
Mas o objetivo é mesmo continuar a cimentar o seu lugar no plantel. “Não gosto de olhar para baixo, quero sempre mais”, afirma. Isso quer dizer que o objetivo é chegar a clube de maior nomeada? “O que quero é afirmar-me aqui. Enquanto o Caldas me quiser será a prioridade, é o clube do meu coração”, atira sem pestanejar. E completa: “gostava muito de seguir os passos do Simões e do Militão”. De preferência podendo jogar ao lado dos seus “irmãos” com quem partilha balneário desde os 7 anos. “Ainda somos uns seis ou sete, um grupo muito forte e acredito que dentro de algum tempo vão estar também aqui a jogar”, refere.
Com a época a entrar na fase decisiva, Gonças reconhece que são seis finais “muito difíceis”, mas não há dúvidas em relação aos objetivos da equipa, nem à forma de os alcançar. “A jogar à Caldas, como diz o Militão, com a garra de dar sempre tudo do primeiro ao último minuto, acredito que vamos chegar à 3ª Liga”, afirma.
O Loures será o primeiro adversário e, embora não haja dois jogos iguais, vão encarar “o jogo da mesma maneira, é uma final que queremos ganhar”, remata. ■

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