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Badminton: Orientais venceram em todas as frentes nas Caldas da Rainha

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Badminton: Orientais venceram em todas as frentes nas Caldas da Rainha
O indonésio Andi Fadel Muhammad saiu da qualificação para vencer a prova masculina

Atletas de Hong Kong, China Taipé e Indonésia dominaram nas Caldas da Rainha, mas as atenções também estiveram na ucraniana Anna Mikhalkova

A 57ª edição dos Campeonatos Internacionais de Portugal, que se realizaram no passado fim de semana no Centro de Alto Rendimento das Caldas da Rainha com recorde de participação (400 inscrições ativas e mais de 500 no total), tiveram domínio total dos atletas do Oriente.
O indonésio Andi Fadel Muhammad foi a maior surpresa da competição, ao vencer o quadro masculino a partir da qualificação, sem ceder um único set no quadro principal.
Sem grandes surpresas decorreu o quadro feminino, que teve como vencedora Wen Chi Hsu, da China Taipé, igualmente sem ceder qualquer set no percurso.
Da China Taipé vieram também os vencedores dos quadros de pares mistos (Ye Hong Wei, Lee Chia Hsin) e masculinos (Su Ching Heng, Ye Hong Wei), este numa final entre compatriotas.
Já nos pares femininos, a vitória foi para a dupla de Hong Kong, Yeung Nga Ting e Yeung Pui Lam.
De notar, ainda, a participação da caldense Madalena Fortunato, que saiu à segunda ronda da qualificação.

À margem do quadro competitivo, as atenções estiveram voltadas para Anna Mikhalkova, única representante da Ucrânia em prova. A atleta de 24 anos não foi além da segunda ronda, eliminada por Melsya Nur Fitriani, da Indonésia, mas só a presença nas Caldas da Rainha já fez dela uma vencedora.
A proibição de manifestações de teor político em provas oficiais não impediu que Mikhalkova tivesse sido recebida na estreia em competição com uma sonora salva de palmas. A atleta disse que ficou “muito feliz” de poder ter vindo às Caldas da Rainha competir, agradecendo à Federação Portuguesa de Badminton por lhe ter proporcionado estadia, alimentação e a inscrição.
Anna Mikhalkova, que reside no centro da modalidade na Dinamarca, disse que foi difícil manter-se focada na prova com tudo do que se passa no país onde nasceu, cresceu. “Há altos e baixos, por um lado só nos queremos focar no jogo, mas isso é muito difícil com o que está a acontecer no nosso país”. O pai da atleta ainda vive no país, na zona de Kharkiv, onde os ataques da Rússia têm sido intensos, “mas conseguiu mudar-se para uma pequena aldeia onde está seguro”, o que a deixa um pouco mais tranquila.
O objetivo de Mikhakova antes do início do conflito era o apuramento para os Jogos Olímpicos, “mas isso agora não é a prioridade, vamos ver o que vai acontecer, temos que viver um dia de cada vez”, afirma, acrescentando que é “uma responsabilidade” representar o seu país nesta altura, mas também “uma sensação estranha, porque lá as pessoas não podem ter uma vida normal”.

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