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Suíço apaixonado por comboios expõe pinturas sobre a linha do Oeste na Casa dos Barcos

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Suíço apaixonado por comboios expõe pinturas sobre a linha do Oeste na Casa dos Barcos
Noel Fischer já mostrou estas pinturas em Lisboa e gostaria que a exposição se tornasse itinerante | NATACHA NARCISO

A Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I, acolhe uma exposição de pintura de Noel Fischer. “Na Linha do Oeste”, assim se designa a mostra deste médico-artista que pode ser apreciada até 8 de Agosto.
Além de retratar nas suas pinturas o que vê em terras lusas quando viaja de comboio, este autor também pinta painéis de azulejos que adquire em Portugal e que vende no seu país. “Sou um embaixador cultural de Portugal na Suíça”, disse à Gazeta das Caldas durante a inauguração desta mostra no sábado 23 de Julho.

O suíço Noel Fischer tem uma casa na região onde passa férias há 16 anos. É médico e cenógrafo, além de se dedicar a outras vertentes como a ilustração e a cerâmica. Dedica-se sobretudo a pintar em óleo, a partir de fotografias que obtém nas suas viagens que faz com frequência na linha do Oeste. “Sempre gostei de viajar de comboio”, contou o autor à Gazeta das Caldas. Este artista lamenta que não se invista mais na ferrovia em Portugal, tal como se faz na Suíça “onde temos uma rede muito densa”, disse. E o que retratam as suas pinturas? “Paisagens, estações, passageiros, momentos de chegada e de partida…”, contou o autor. Com a sua pintura, Noel Fischer quer ainda “mostrar o fascínio e a minha paixão por essas paisagens que passam despercebidas a muito gente que anda de pequeno ecrã na mão”. Os óleos presentes na Casa dos Barcos retratam momentos na Cela, Fanhais e Pataias. Há também o registo de um caniçal “que é algo que não temos na Suíça por causa do clima” e também dos arrozais que ficam próximos da Figueira da Foz. Estas obras já foram mostradas há quatro anos na Galeria Monumental em Lisboa. O autor gostaria que esta mostra se tornasse itinerante e pudesse ser vista em mais locais, ligados a esta linha férrea.

Recolher os cartazes das festas

Este artista dedica-se também à ilustração e ultimamente à cerâmica. Adquire painéis de azulejos na Fábrica Viúva Lamego e depois é ele próprio que os decora. Os seus clientes são suíços e neste momento já está a trabalhar em novas encomendas. “Faço sempre esta ligação entre os dois países. Já me sinto uma espécie de embaixador cultural luso!”, disse o médico-artista. Por falar português, muitos dos seus pacientes são emigrantes ou luso-descendentes. Trabalha dois dias por semana numa clínica em Zurique. Nos restantes dias dedica-se ao seu trabalho artístico. O seu pai era arquitecto e trabalhou como director técnico do Teatro Municipal de Zurique e daí o seu grande interesse também na cenografia, curso que tirou depois de se ter formado em Medicina.
Outras das características deste autor é colecionar cartazes das festas populares que se realizam nesta zona e que são anunciados na beira das estradas em suportes plásticos. Mas só os recolhe depois da data do evento. “Não se pode tirar a publicidade às festas!”, comentou o autor que tem na Casa dos Barcos uma grande instalação feita com dezenas destes cartazes. Na última exposição que Noel Fischer realizou, imprimiu os convites usando o material plástico desses cartazes. “Acho que esta instalação se conjuga bem com a Linha do Oeste pois estas festas passam-se em terras desta linha”, rematou o autor, que está a organizar um livro sobre estes cartazes promocionais que será lançado em breve na Suíça.

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