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Ponte pedonal em risco na margem sul da lagoa aguarda intervenção do Ministério do Ambiente

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Ponte pedonal em risco na margem sul da lagoa aguarda intervenção do Ministério do Ambiente

2014-09-20-12.57.02A APA (Agência Portuguesa do Ambiente) ainda não decidiu quando vai reparar ou reconstruir a ponte pedonal da Poça das Ferrarias, na margem sul da Lagoa de Óbidos, que foi interditada por motivos de segurança.

A ponte está meio tombada devido ao apodrecimento dos seus pilares, tendo a Câmara de Óbidos decidido interditá-la no dia 15 de Setembro.
Desde então a ponte de madeira ostenta um sinal a proibir a passagem de veículos e peões, mas ninguém o respeita porque, para quem faz o percurso ao longo da margem da lagoa, a alternativa é dar uma volta maior.
Em dois sábados soalheiros das últimas semanas, em que dezenas de pessoas aproveitam para passear na zona a pé ou de bicicleta, Gazeta das Caldas constatou que ninguém voltou para trás, tendo toda a gente atravessado a ponte.
Em Dezembro do ano passado, a Câmara de Óbidos já tinha alertado a APA que “praticamente todos os pilares da ponte pedonal entraram em rutura, por apodrecimento da madeira” e que “o tabuleiro apresenta assentamentos diferenciais, com inclinações bastante pronunciadas”.
No mesmo mail a autarquia diz que “dado o estado de apodrecimento das barras de madeira que formam os pilares, existe risco de ruína da estrutura e a situação apresenta risco de segurança para as pessoas que circulem na ponte, ou na sua envolvente, pelo que deve ser proibida a circulação e, desta vez, vedada fisicamente”.
Em resposta a perguntas da Gazeta das Caldas, a Câmara de Óbidos diz que a reparação da ponte é da responsabilidade do INAG, no âmbito da empreitada de requalificação das margens da Lagoa de Óbidos, tendo sugerido à APA que notificasse o INAG “com carácter de urgência” para a resolução deste problema.
Uma missiva idêntica foi enviada à APA em 14 de Abril, sem que esta, contudo, tenha reagido.
Daí que, em Setembro, a autarquia, através do Serviço de Proteção Civil, tenha decidido encerrar a ponte.
Nas respostas enviadas ao nosso jornal a Câmara diz que “está disponível para resolver este problema dentro daquilo que é a sua competência e encontrar uma solução alternativa que garanta a segurança dos utilizadores. Basta para isso uma autorização para intervir, que já foi solicitada, mas, até agora, sem resposta”.
Sem resposta está também a Gazeta das Caldas que em 29 de Setembro, 14 de Outubro e 20 de Outubro contactou a APA para saber quando o assunto estará resolvido. Sem sucesso.
O problema é do conhecimento do secretário de Estado do Ambiente, o caldense Paulo Lemos.

Carlos Cipriano
cc@gazetadascaldas.pt

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