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Música sensibiliza para a recuperação do Santuário do Senhor da Pedra

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Música sensibiliza para a recuperação do Santuário do Senhor da Pedra

musicaA Câmara de Óbidos e a Associação Música Educação e Cultura (AMEC), que tutela a Orquestra Metropolitana de Lisboa, assinaram no passado dia 13 um protocolo para uma temporada musical, que compreende seis concertos.
Os espectáculos irão realizar-se no Santuário do Senhor Jesus da Pedra e têm como objectivo alertar para a necessidade de preservação daquele templo barroco.
A Câmara de Óbidos estima que sejam necessários 124 mil euros para, numa primeira fase, estancar os problemas estruturais, mas que a sua recuperação total deverá rondar 1,5 milhões de euros.

No próximo dia 8 de Abril o Santuário do Senhor Jesus da Pedra irá receber um concerto da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Trata-se do segundo de seis que esta orquestra irá realizar em Óbidos até Novembro e que terão todos aquele monumento barroco como cenário. A excepção foi o primeiro espectáculo da temporada, que decorreu a 13 de Março, na Igreja da Misericórdia de Óbidos, marcando também o início das celebrações da Semana Santa na vila.
No mesmo dia foi assinado o protocolo entre a Câmara de Óbidos e a Associação Música Educação e Cultura (AMEC), que tutela a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Trata-se de um investimento de 17 mil euros, integrado no programa Óbidos Vila Literária e comparticipado por fundos comunitários no âmbito da sua classificação como património da Unesco.
António Mega Ferreira, director executivo da AMEC, referiu-se a este protocolo como o “principio de uma bela amizade”, adiantando que é vocação crescente da Metropolitana estabelecer parcerias, dando-lhe uma dimensão nacional.
O responsável disse que a orquestra já deu um concerto por ocasião do Folio (em Setembro) no Santuário do Senhor da Pedra, “que foi um enorme sucesso e também muito agradável para os músicos, o que nos convenceu que aquele era o lugar adequado para esta temporada”.
António Mega Ferreira destacou a beleza do edifício e reconheceu que este está a precisar de uma intervenção. Os concertos são, assim, um “passo para chamar a atenção para a consciência do público em relação ao que ali está, que é um monumento magnífico”, realçou.
De acordo com o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, a recuperação do edifício, tutelado pelo Patriarcado, rondará 1,5 milhões de euros, mas numa primeira fase precisam de estancar os problemas estruturais, como é o caso das infiltrações, telhado, janelas e portas. Um custo que andará na ordem de 124 mil euros.
O lucro dos concertos revertem para esse propósito, mas é insuficiente, pelo que a autarquia está a procurar mecenas que possam ajudar nesta requalificação. Humberto Marques já conversou com responsáveis do Patriarcado que alegaram indisponibilidade financeira, pelo que a Câmara e a Paróquia de Óbidos estão a desenvolver contactos com particulares, empresas e instituições para arranjar dinheiro para pagar as obras.
O Santuário do Senhor Jesus da Pedra não é classificado monumento nacional, pelo que não é elegível para obtenção de fundos comunitários.
Construído no século XVII, em memória de D. João V, o edifício tem a particularidade de possuir volume cilíndrico no exterior e um polígono hexagonal no seu interior, que possui ainda três capelas – a capela-mor dedicada ao Calvário, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de S. José.

Orquestra Metropolitana aguarda pagamento da Câmara das Caldas
A Orquestra Metropolitana e a Câmara das Caldas estão desencontradas. António Mega Ferreira disse que tem uma proposta para a programação de 2016 nas Caldas, mas que esta está suspensa porque a autarquia não lhes pagou a quota relativa a 2015, na ordem dos 17 mil euros.
“Temos uma programação pronta para este ano e assim que venha uma liquidação do valor em dívida avançaremos porque temos todo o gosto em contar com as Caldas como promotor da Metropolitana”, disse o responsável à margem da apresentação da temporada musical em Óbidos.
Mega Ferreira disse ainda que “no ano passado propusemos uma programação com imensas datas ao CCC e o que nos comunicou, dois meses e tal depois, foi que não tinham data nenhuma disponível”.
Contactada pela Gazeta das Caldas, a vereadora da Cultura, Maria da Conceição Pereira estranha esta reacção porque recentemente esteve reunida com a presidente da direcção da AMEC, Catarina Vaz Pinto, no sentido de regularizar a situação e foi-lhe dito que Mega Ferreira iria telefonar-lhe para reunirem, o que ainda não aconteceu.
A autarca recorda que as Caldas é promotora da Orquestra há mais de 15 anos e que em 2014 reuniu com Mega Ferreira de modo a que a Orquestra Metropolitana lhe apresentasse uma proposta diferente dos habituais quatro recitais e dois concertos. “Foram abordadas várias hipóteses e ele ficou de nos apresentar uma proposta alternativa, o que ainda não aconteceu”.
Sobre a dívida reclamada, reconhece que não pagou, mas argumenta que também não houve uma única realização da Orquestra Metropolitana de Lisboa em 2015.

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