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Gonçalo M. Tavares aborda arte para pessoas cansadas em Alcobaça

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Gonçalo M. Tavares aborda arte para pessoas cansadas em Alcobaça
A gala da oitava edição do festival decorreu no domingo passado, no cine-teatro João d’Oliva Monteiro

Festival Book & Movies tem levado a cultura a Alcobaça e termina hoje com uma sessão de contos com Jorge Serafim.

O escritor Gonçalo M. Tavares foi o grande homenageado do festival deste ano do Books & Movies, de Alcobaça. Depois de desenvolver um curso e de apresentar o último livro, o autor subiu ao palco do Cine-teatro João d’Oliva Monteiro no final de tarde do passado domingo para uma breve conversa antes da homenagem e recordou que já anteriormente tinha vindo ao festival por três vezes. Em conversa, referiu que “um criador não é um vendedor, é alguém que tem necessidade de criar alguma coisa”. “Quando escrevo é porque sinto essa necessidade e acho que esse deve ser o princípio da arte”, salientou.
Gonçalo M. Tavares, que é autor de mais quatro dezenas de livros, salientou que “um bom livro não deve ser para relaxar, mas sim para estimular” e apontou a uma tendência dos dias que correm, em que muita gente, cansada do seu quotidiano de trabalho, pega num livro, precisamente, para relaxar. “Faz-se arte para pessoas cansadas”, disse.
No seu caso, tem procurado escrever o que quer, “sem pensar se vai ter muitos leitores ou não”. Na gala, elogiou ainda os festivais literários pelo encontro entre autores e público que estes proporcionam e agradeceu a homenagem com humor. No final deixou o seu agradecimento, na forma de um desenho.
Antes da homenagem, havia sido apresentado um concerto encomendado ao pianista alcobacense Daniel Bernardes que fosse inspirado na obra do homenageado. Em palco, o pianista apresentou-se com Sara Bernardes e o filho, de cinco anos, que assim atuou pela primeira vez, no mesmo local em que o pai o havia feito.
“Breves músicas sobre notas e personagens de Gonçalo M. Tavares”, foi o nome do concerto.
Depois da homenagem foi ainda apresentado o documentário “Paixão e Terra”, de Larissa Lewandoski, que surge porque este ano não houve candidaturas ao prémio que anualmente é atribuído no âmbito do festival. Gonçalo M. Tavares sugeriu a ideia da criação de um documentário, do qual acabou por ser curador.
Realizado por esta brasileira que reside em Portugal e que veio pela primeira vez a Alcobaça, o documentário retrata uma série de encontros com pessoas dos vários pontos do concelho. Dividido em 24 separadores que unem o amor a outras palavras (por exemplo, o “Amor e Pão” ou “Amor e Mar”, entre outros), este documentário procura dar a conhecer a diversidade e a riqueza de Alcobaça.
“Foi um grande desafio tentar colocar tudo em apenas 30 minutos”, revelou a realizadora. “Ficam os encontros da dimensão humana que foram muito ricos”, disse Larissa Lewandoski, notando que aqui “há uma ligação muito forte das pessoas à terra”.
A oitava edição do festival termina hoje, 27 de outubro, com uma sessão de contos com Jorge Serafim no Ala Sul Café (21h00).

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