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Documentos inéditos assinados por Malhoa foram oferecidos ao museu caldense

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Documentos inéditos assinados por Malhoa foram oferecidos ao museu caldense

documentoineditoForam oferecidos, ao Museu de José Malhoa, três documentos assinados pelo próprio pintor caldense, quando este viveu em Figueiró dos Vinhos. A doação foi feita pelo investigador Miguel Portela, no âmbito da sessão que assinalou os 160 anos do nascimento do patrono e ainda da evocação dos 75 anos da instalação definitiva do museu em edifício próprio.
Trata-se de três documentos publicados pela Pro Arte, em 1913, com notas bibliográficas sobre o pintor caldense, mandadas fazer pelo poeta Cruz Magalhães. Este chegou a visitar Figueiró dos Vinhos e privou com o artista caldense. O doador, Miguel Portela, é um investigador que trabalha sobre a história da região Norte do distrito de Leiria, deu a conhecer quando as duas personalidades se encontraram.
O facto do poeta ter visitado José Malhoa – já na época um dos mais reconhecidos pintores portugueses – foi notícia, a 9 de Outubro de 1913, no jornal União Figueiroense, contou o investigador. Artur Cruz Magalhães ficou hospedado no Hotel Comercial daquela vila, foi cumprimentado pelo administrador do concelho, por comissões políticas locais, assim como pela filarmónica União Democrática Nesse dia houve festa e foram queimados “bastantes foguetes que o ilustre democrata Cruz Magalhães gentilmente comprou para esse efeito”, contou o orador lendo o que foi reproduzido naquele jornal local.
Era por motivos de saúde que Cruz Magalhães regressava das termas de Pedras Salgadas e trazia com ele a prova tipográfica de um opúsculo da colecção Pro Arte e tinha como propósito apresentá-lo a Malhoa já que “pretendia alcançar a sua anuência para a edição do mesmo”, contou Miguel Portela. O pintor acedeu e poucos dias depois, noticiava o jornal A Capital, de 14/10/1913, a existência do opúsculo que homenageava o mestre caldense.
“Sabemos que Malhoa estimou e prezou esta homenagem, tendo até ofertado alguns exemplares autografados aos seus mais chegados amigos figueiroenses”, rematou Miguel Portela . E são estes exemplares que foram oferecidos a Cruz Magalhães e a um seu irmão e ao industrial António Vasconcellos, assinados por Malhoa, e que agora fazem parte da colecção do museu caldense.
A investigadora Ana Maria Farinha trouxe à sessão – através de vídeo-conferência – a possibilidade de um quadro com a Rainha que se encontra na pequena sacristia da Misericórdia da Sertã ser um estudo para o famoso quadro da Rainha D. Leonor que o pintor caldense ofereceu às Caldas em 1926. A obra é descuidada, “sem grande preocupação quanto ao apuro do desenho e da pincelada”, mas revela muitas semelhanças com a obra final que hoje pode ser admirada no museu caldense e que foi oferecida pelo pintor ao povo das Caldas.
Nesta iniciativa participaram também a técnica superior do museu, Conceição Colaço, a professora do ensino secundário Margarida Lucas e o investigador Rui Calisto. A primeira dedicou-se ao tema “Rainha D. Leonor, 1926 – Uma oferta do pintor José Malhoa ao “Povo das Caldas” enquanto que a segunda abordou o tema “Um Jovem pintor moderno: José Malhoa”.
Rui Calisto (que teve uma livraria nas Caldas e foi dirigente local do BE) é agora investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e abordou o tema “Malhoa inédito: Genealogia. Centro de Documentação e Documentação Inédita e Esparsa”. Na sua alocução, o orador apresentou a ideia de se constituir um Centro de Estudos ligado ao artista e que na sua opinião deveria situar-se nas dependências do Museu de José Malhoa.

 

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